Bebês

Spa no Texas oferece hidroterapia e massagem especial para bebês

Priscila Tieppo

Do UOL, em São Paulo

Imagine uma sessão de relaxamento para o seu bebê, com direito a hidroterapia e massagem. Pois bem, esse serviço existe em Houston, no Texas, nos Estados Unidos, no spa Float Baby (bebê flutuante, em tradução livre), feito apenas para crianças.

Na hidroterapia, os bebês são colocados em uma piscina aquecida (em torno de 35 ºC) com uma boia no pescoço, que é feita sob medida para não machucar. Lá, eles ficam se movimentando livremente por até 20 minutos na água que, segundo o spa, é filtrada. Quando o bebê ainda é muito pequeno, é colocado em uma piscina particular.

Depois do exercício de flutuar na água, eles são retirados, secos com toalhas aquecidas e vão para uma sessão de massagem, que dura cerca de 20 minutos. Essa atividade é feita pelos pais do bebê sob orientação de um profissional.

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Para participar da sessão, que dura cerca de uma hora, os bebês devem ter entre duas semanas de vida e oito meses. Bebês prematuros ou com deficiência também podem participar, segundo o spa.

Não há comprovação científica sobre os benefícios do tratamento, mas muitos clientes relatam melhora na qualidade de vida dos filhos no site da empresa.

“Os pais contam constantemente que seus bebês estão dormindo melhor, comendo mais e, geralmente, estão mais felizes e mais fortes. Encorajamos que eles tomem banho ou nadem com seus bebês e façam as técnicas de massagem em casa”, afirma a fundadora do spa, Kristi Ison, em entrevista ao UOL Gravidez e Filhos.

Segundo Kristi Ison, o espaço já tem 330 clientes desde a inauguração, em fevereiro deste ano. Cada sessão custa US$ 65 (em torno de R$ 160).

A fundadora, que é especialista em massagens para bebês, afirma que, com a atividade na água, na qual as crianças podem se movimentar livremente, há aumento da capacidade pulmonar, melhora na circulação sanguínea e no desenvolvimento cognitivo.

André Broggin Dutra Rodrigues, pediatra da maternidade Pro Matre Paulista, em São Paulo, afirma que não há comprovações científicas que atestem os benefícios da atividade, mas é preciso alguns cuidados com a segurança do bebê.

"Como não há evidências científicas, também não há contraindicações, mas, como os bebês ficam submersos em água, o risco de afogamento está presente. Deve haver supervisão da atividade por profissionais habilitados. A exposição frequente de bebês de pouca idade, com sistema imune ainda imaturo, também aumenta o risco de infecção. Outros cuidados estão relacionados com a qualidade da água das banheiras", diz.

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