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Doze dicas para escolher com segurança a creche do bebê

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Análise cuidadosa da instituição pode deixar os pais mais tranquilos sobre a creche imagem: Getty Images

Fernanda Carpegiani

Do UOL, em São Paulo

O berçário e a creche (instituição habilitada a atender crianças até três anos) são frequentemente a única solução para os pais com filhos pequenos que precisam trabalhar. A separação pode ser difícil para ambos, principalmente no começo, e uma das formas de aplacar essa ansiedade é escolher uma instituição confiável, com profissionais competentes e ambiente seguro. Confira 12 pontos importantes para observar na hora de tomar essa decisão.

1 – Aspectos legais: antes de começar a funcionar, a creche precisa atender a uma série de exigências, como um alvará de funcionamento dado pelo Corpo de Bombeiros. A instituição precisa ter um diretor técnico com formação superior em licenciaturas e pedagogia ou em nível de pós-graduação em educação.

2 - Fácil acesso: a logística é uma questão muito importante. Fazer viagens longas de carro com um bebê ou criança pequena estressa filhos e pais, ainda mais se o trajeto incluir momentos de trânsito intenso. Procure locais que fiquem próximos de casa.

3 - Tamanho da equipe: pergunte quantas pessoas trabalham no dia a dia com as crianças, para se certificar de que seu filho terá a atenção adequada. Isso varia de acordo com a faixa etária, e, no caso dos bebês, o ideal é que não passe de seis por pessoa.

4 - Lista de materiais: certifique-se de tudo o que a instituição fornece (fraldas, roupa de cama, brinquedos) e peça a lista de materiais que devem vir de casa, para não ter gastos surpresa ou precisar providenciar algo de última hora.

5 - Sem poeira: observe o chão, os cantos, as paredes, os banheiros. Tudo precisa estar bem limpo para evitar doenças e alergias. A roupa de cama tem de ser trocada semanalmente, os ambientes limpos, diariamente, e os brinquedos, periodicamente, de acordo com a necessidade de cada objeto. Bichos de pelúcia, por exemplo, podem ser lavados uma vez por mês.

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6 - Aspectos de saúde: é recomendável (mas não obrigatório do ponto de vista legal) ter uma enfermeira de prontidão, e as professoras ou berçaristas precisam ter noções de primeiros socorros. Confira se há um formulário ou documento com as informações médicas da criança, como alergia a medicamentos e convênio médico, e qual é o procedimento em caso de acidente (os pais são avisados imediatamente ou podem ser caso desejem?). Os funcionários não devem ter permissão para medicar as crianças, e os remédios precisam vir de casa, com a receita.

7 - Estrutura adequada: sinta o clima do ambiente, para ter certeza de que seu filho ficará confortável dentro das salas, que devem ser arejadas, com entrada de sol, e espaços para ele brincar e circular com segurança. Veja se há locais com risco de queda, como escadas e janelas, e portas vulneráveis. É fundamental que haja pisos emborrachados, principalmente no caso dos bebês.

8 - Programação diversificada: converse com as professoras para saber qual é o projeto pedagógico da instituição, que tipo de atividades são propostas, o que será trabalhado no dia a dia e se há momentos ao ar livre, nem que seja apenas um banho de sol (é uma das exigências).

9 - Nada de lição: nos primeiros anos de vida, a ideia é aprender brincando. Por isso, desconfie de locais que proponham exercícios em papel e tarefas muito específicas. A estimulação exagerada, com horários muito rígidos e cheios de propostas direcionadas, também não é interessante. Prefira locais que ofereçam mais tempo livre e atividades lúdicas, com cubos de montar, brinquedos e música.

10 - Profissionais bem preparados: para trabalhar em creches, os professores têm de ter formação mínima de nível médio, na modalidade normal (magistério). Por isso os pais devem considerar como um diferencial as instituições que possuam professores com nível superior em alguma licenciatura ou pedagogia. Tão importante quanto a formação é que as pessoas que lidam com a criança sejam sensíveis às suas necessidades básicas como dor, fome e sono, e possam proporcionar estímulos visuais, motores, de linguagem e também afetivos.

11 - Alimentação balanceada: o cardápio deve ser montado e orientado por um nutricionista, para garantir que as refeições sejam saudáveis e adequadas para cada faixa etária. Peça para visitar a cozinha e fique de olho na oferta de alimentos gordurosos, muito industrializados e pouco nutritivos. No caso dos bebês, veja se há um lactário e como é feita a higiene das mamadeiras. Algumas instituições pedem que os pais tragam a mamadeira de casa.

12 – Indicação: procure conversar com outros pais cujos filhos estão ou passaram pela instituição. Conversar sobre pontos fortes e fracos da creche tornará a decisão mais tranquila.

Fontes: Cristina Carvalho, coordenadora pedagógica do colégio Joana D´Arc (SP); Edith Rubinstein, terapeuta familiar e coordenadora do Centro de Estudos Seminários de Psicopedagogia (SP), e Paulo Afonso Caruso Ronca, professor doutor em psicologia educacional pela Unicamp (Universidade de Campinas) e diretor do Instituto Esplan (SP)

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