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Paixão do filho por games pode ser positiva: veja sete motivos

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Jogos eletrônicos desenvolvem habilidades em crianças e adolescentes imagem: Getty Images

Cintia Baio

Do UOL, em São Paulo

Algumas pesquisas consideram os jogos de videogame vilões para a saúde física e mental de crianças e adolescentes. Já outras mostram que, se bem dosados e acompanhados de perto por um adulto, podem ser grandes aliados no desenvolvimento.

Para as especialistas ouvidas pelo UOL Gravidez e Filhos, Ana Luiza Mano, psicóloga do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, e Isa Coutinho, pesquisadora de comunidades virtuais e doutoranda em educação, há, pelo menos, sete bons motivos para não se preocupar tanto com a paixão por jogos eletrônicos. Confira:

1 - Mais raciocínio lógico e coordenação motora
Alguns jogos, principalmente os de estratégia, nos quais deve-se encontrar uma solução objetiva para determinado problema, podem estimular o raciocínio lógico de uma maneira lúdica. Além disso, a coordenação motora também é trabalhada, enquanto o jogador se diverte. “Segurar o controle e executar as tarefas propostas ajuda muito na coordenação motora e em desenvolver a precisão”, afirma Ana Luiza Mano.

2 - Aulas de história fora da classe
Muitos jogos são ambientados em cidades históricas e com personagens conhecidos, caso de Leonardo Da Vinci que aparece para “conversar” com o jogador em “Assassin’s Creed”. Em outros, o participante vive em determinado momento histórico, que serve como pano de fundo para a ação. É o que se passa, por exemplo, em “Batllefield”, ambientado na época da Segunda Guerra Mundial. “Aprender de forma lúdica pode ser tão benéfico que diversas escolas do Brasil e do exterior estão utilizando games como estratégias de ensino”, diz Isa Coutinho.

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3 - Contato com conceitos de matemática e física
Para Ana Luiza Mano, até jogos mais simples, como o conhecido "Angry Birds", podem ajudar a entender um pouco de matemática e física. No game, é preciso lançar pássaros com um estilingue e recuperar ovos roubados por porcos. “Mesmo brincando, dá para ter noção de ângulos necessários para fazer com que as aves derrubem o maior número dos animais rivais”, fala.

4 - Contato com outros idiomas
Muitos jogos não têm tradução para o português. O que pode ser um obstáculo também é um bom estímulo para aprender outra língua, já que é preciso saber o significado de algumas palavras para continuar jogando. “Boa parte das palavras em inglês que muitas crianças e adolescentes aprendem acaba vindo dos games.  A curiosidade faz com que eles procurem o significado e aumentem seu vocabulário”, afirma Ana Luíza.

5 - Entender conceitos

As diferenças entre o game e a vida real, quando esclarecidas, podem ser muito positivas. “Cada vez que o personagem morre no jogo, ele tem a chance de voltar e refazer tudo o que deu errado. Isso pode ajudar a criança a entender as diferenças entre morte e vida, perda e ganho e aplicá-los na vida real ”, diz a psicóloga Ana Luíza.

6 - Ajudam na socialização
A reclamação de muitos pais é que o filho que joga muito videogame acaba não se socializando com outras pessoas. É preciso observar que há outro tipo de interação: muitos games podem ser jogados online, e o jogador, em alguns casos, participa de missões em equipe, um outro jeito de “brincar com o amigo”. O segredo é permitir o contato virtual --cada vez mais presente na sociedade contemporânea-- e não esquecer de estimular o presencial.

7 - Estimulam a atividade física
Alguns consoles, como o Nintendo Wii ou o Xbox, oferecem jogos que estimulam a atividade física, fazendo com que o jogador faça aulas de dança ou ande de skate, por exemplo. Por não ser uma atividade monitorada por um profissional, é preciso apenas que sejam feitas como uma brincadeira, mas com bastante cuidado para não provocar nenhuma lesão.

Como saber se seu filho está jogando demais

A medida para avaliar se a criança ou o adolescente está jogando demais não é o tempo e, sim, o quanto o ato de jogar está prejudicando a rotina. “É preciso observar se o filho está deixando de fazer outras atividades como estudar, brincar, passear ou praticar esportes”, declara a pesquisadora Isa Coutinho.

Outra dica é observar se o filho está passando a noite toda acordado, seja jogando ou vendo outras pessoas jogar e se está em contato com games fora de casa. “Antes de proibir, os pais precisam entender porque a criança ou adolescente está fazendo isso e o que está jogando. Converse com o filho, entenda o jogo e veja se a maturidade dele está de acordo com o tipo o game”, afirma a psicóloga Ana Luíza.

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