Gravidez e filhos

Depressão de qualquer um dos pais aumenta chances de bebê nascer prematuro

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Depressão do pai também afeta gravidez imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

 

A depressão materna ou paterna pode aumentar em até 40% as chances de um bebê nascer prematuro, aponta um estudo publicado no periódico científico “BJOG- Journal of Obstetrics and Gynaecology”.

A pesquisa analisou mais de 350 mil nascimentos na Suécia, entre 2007 e 2012, para investigar a presença da doença no pai ou na mãe de bebês nascidos entre 22 e 31 semanas (muito prematuros) e entre 32 e 36 semanas de gestação (moderadamente prematuros).

Foram considerados deprimidos os pais que haviam recebido prescrição de algum antidepressivo ou passado por tratamento hospitalar para depressão no período entre os 12 meses anteriores à concepção e o fim do segundo trimestre de gestação. Eles foram divididos entre casos novos ou recorrentes. 

Os cientistas concluíram que, nas mães, a presença de depressão, recorrente ou não, estava relacionada a um risco maior (entre 30% e 40%) de os bebês nascerem moderadamente prematuros. Nos pais, a existência de depressão não recorrente aumentava em 38% as chances de as crianças nascerem muito prematuras.

Estudos anteriores já haviam relacionado a depressão materna à prematuridade e ao baixo peso ao nascer, mas o impacto da depressão paterna na gravidez ainda é pouco estudado.

Segundo os pesquisadores, problemas de saúde mental do parceiro geram também um impacto emocional na mãe, prejudicando a gestação, portanto, ambos devem receber tratamento para garantir a saúde do bebê.

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