Infância

Pai e filhas jogam bola e brincam de luta: "ser menina não é uma limitação"

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O blogueiro Doyin Richards faz palestras sobre o papel do pai e como criar filhas na atualidade imagem: Reprodução/YouTube

Do UOL, em São Paulo

O blogueiro Doyin Richards tornou-se referência nos Estados Unidos quando o assunto é paternidade e, graças à fama de pai exemplar, está sempre dando entrevistas em programas de TV. Pai de duas meninas, de três e cinco anos, ele costuma fazer posts engajados, nos quais trata de questões como igualdade de gênero e empoderamento feminino. A despeito disso, confessou, em um texto do dia 12 de julho, que não queria ser pai de meninas até que foi. 

Sua mulher engravidou pela primeira vez em 2009, mas, para tristeza do casal, a gestação não chegou ao fim. Na ocasião, ele diz ter desejado muito ter um menino.

“Depois de meses em luto, percebi que a única coisa que realmente queria era ser pai. Eu me senti culpado por ter sido tão estúpido e imaturo, e orei por uma nova oportunidade.”

Ele afirma que ser pai de duas meninas foi uma grande descoberta para ele. “Minha filha mais velha me ensinou um tipo de amor que nunca soube que existia. Além disso, realmente acredito que ter duas meninas me transformou em um homem melhor, mais forte, mais inteligente, coisa que sem elas não seria possível.”

A convivência com as filhas também tem ajudado a derrubar uma série de mitos nos quais ele acreditava anteriormente.

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Doyin Richards com suas filhas de 3 e 5 anos imagem: Reprodução/Instagram

As “revelações” incluem perceber que pode realizar com elas todas as atividades que sonhou fazer com um filho homem, incluindo jogar basquete, brincar de luta e de se jogar na lama.

“Ser menina não é uma limitação. Além disso, quero que minhas filhas conheçam mulheres que estão desbravando terrenos antes dominados por homens, assim elas perceberão que podem fazer qualquer coisa que desejarem.”

Richards não economiza nas críticas aos homens que acreditam que sua responsabilidade com a família termina assim que chegam do trabalho. “Eles não trocam fraldas, não leem histórias para os filhos dormirem, não dão banho, não fazem o jantar, enfim, não fazem nada que não seja sentar na frente da TV e assistir a programas de esportes ou navegar na internet, enquanto suas mulheres fazem tudo. Em outras palavras, eles são apenas caixas eletrônicos que respiram.”

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Ser pai de meninas o tornou um homem melhor, diz imagem: Reprodução/Instagram

Sua maior preocupação é saber que as filhas irão usá-lo como modelo na hora de escolher um parceiro. “Os melhores homens que conheço não se definem pela profissão que têm, mas por suas ações. São maridos e pais antes de tudo.”

O fato de sofrer de uma depressão crônica não o impede de criar textos bem-humorados e talvez por isso tenha se tornado escritor, palestrante e colaborador de diversos sites, como “Babble” e “Today Parents”.

Ele se autodefine como a única pessoa viva que detesta café, batatas e chocolate, além de morrer de medo de sapos.

O nome de seu site, "Daddy doin’ work” (papai trabalhando, em tradução livre do inglês), faz um trocadilho com seu próprio nome e, ao mesmo tempo, revela que ele leva muito a sério o papel de pai.

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