Adolescência

Você pega no pé do seu filho adolescente?

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Acompanhar o desenvolvimento dele e intervir, para orientar e corrigir, é parte do processo educacional. Já o excesso de controle pode ser nocivo. Saiba em que grupo você se encaixa, avaliando as atitudes que toma com o jovem, no dia a dia.

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    Sim, está exagerando

    Você é um pai ou mãe presente, mas peca por não dar ao adolescente a oportunidade de se expressar e por exercer um controle muito rígido. Com isso, pode tolher o desenvolvimento da autonomia do jovem. "Se os limites e regras são impostos sob uma relação de autoritarismo, a partir do medo ou da humilhação, há uma grande chance de o adolescente aprender a ser submisso, de se tornar rebelde e até mesmo mentiroso ou dissimulado. É preciso que o jovem compreenda os motivos das regras que lhe são impostas. Assim, mesmo na ausência dos pais, saberá o que fazer", afirma a psicopedagoga Luciana Maria Caetano, doutora em psicologia escolar e do desenvolvimento humano pela USP (Universidade de São Paulo)

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    Sim, mas de forma saudável

    Você se esforça para acompanhar, diariamente, o desenvolvimento do seu filho. No entanto, a sua motivação não vem do desejo de controlar a vida do jovem, mas da intenção genuína de orientá-lo e, inclusive, de corrigi-lo, nas situações em que essa intervenção é realmente necessária. "Pegar no pé é uma forma de trazer noção de limites e responsabilidades. Mas é importante fazer isso e deixar o jovem viver, correr alguns riscos calculados, para que ele desenvolva o senso de autonomia. Se a atitude de pegar no pé não for excessiva, será até bem aceita pelo adolescente, que se sentirá amado e protegido", diz a psicóloga Maria Alice Fontes, doutora em saúde mental pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)

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    Não, chega a ser permissivo

    Você não está tão presente na vida do seu filho, talvez por receio de invadir a privacidade dele ou, então, por falta de tempo. Mas vale considerar que é importante para o adolescente perceber que tem alguém realmente preocupado com ele, o que implica em observar, conversar, orientar, corrigir e cobrar. "É positivo pegar no pé, mas com equilíbrio. Quem nunca pega no pé pode não estar notando o filho. O jovem poderá até apresentar comportamentos inadequados em razão disso, só para chamar a atenção. É bom estabelecer regras, desde que elas existam para proteger e não para privar. É interessante cobrar desempenho, estimulando a superação, mas sem esperar a perfeição", afirma a psicopedagoga Ana Cássia Maturano

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