Horóscopo

Céu de junho de 2012

Por Barbara Abramo

Festas juninas e clima de comemoração invadem o Brasil em junho, mês que inaugura as temporadas de maiores oscilações astrológicas do ano de 2012, que permanecem até outubro.

Para começar o mês, um eclipse lunar poderoso em Sagitário leva embora certezas e instaura uma crise entre os representantes políticos do país. Câmaras na berlinda. Senado e Congresso nacional sob tiroteio cerrado de Urano e Plutão em guerra no céu. As forças do controle a qualquer custo versus a rebeldia, algumas vezes sem causa, eletrizam o noticiário.

 Desdobramentos internacionais são esperados. Se vencer a turma do abafa, a crise ficará crônica, mas volta com tudo em julho e agosto. Se vencerem os rebeldes, quem vai chiar são os líderes da oposição ao governo Dilma.

Haverá, também, um fenômeno relativamente raro nos céus, que é a ocultação de Vênus pelo Sol, uma conjunção que somente se repetirá daqui há muitas décadas. Há uma grande expectativa a respeito do que esse fenômeno anuncia --uma carga maior de vitalidade e brilho a Vênus, o planeta da arte, do amor, da beleza e das relações.

A munição de ambos os lados parecerá inesgotável mas, a partir da Lua nova em Gêmeos, no dia 19 de junho, algumas figuras --da oposição, é preciso que se diga-- podem reunir forças e criar alternativas. Aliás, com a lunação em Gêmeos veremos o surgimento ou o fortalecimento de uma liderança específica, que terá papel relevante nos próximos meses, nas grandes jogadas pré-eleitorais.

Júpiter, o planeta que representa a ética, a lei e a filosofia, passará a transitar em Gêmeos a partir de 11 de junho. Esse trânsito será de um ano exatamente, pois em junho de 2013 o maior planeta do sistema solar entra em Câncer. Até lá, figuras das oposições serão cada vez mais populares. A última vez que Júpiter levou destaque e prestígio às oposições foi em 2001.

Agora, o fenômeno estelar se repete, produzindo o mesmo: prestígio, popularidade e simpatia de figuras da oposição. A essa altura, é preciso que se diga que tanto o Brasil quanto a Argentina “nasceram” como países independentes sob uma conjunção de Lua e Júpiter. Neste ano, essa conjunção estará ativada em ambos os países. Nos dois casos, representam o mesmo: otimismo além da conta e uma suscetibilidade enorme a lideranças populistas e populares que assaltam a imaginação dos povos.

2012 será um ano de eleições no Brasil. E com a chegada de Júpiter a Gêmeos, posição que se encontra no mapa da independência do nosso país, é certo que veremos a subida de alguma liderança que tenha o perfil da conjunção: simpática, empática, popular e populista. Resta saber se essa liderança terá fôlego para alcançar posição forte para determinar resultados eleitorais. Parece que sim; em outubro e dezembro teremos novidades no poder federal.

Voltemos a junho. Entre os dias 8 e 24, Urano e Plutão se digladiam acirradamente, mexendo com a casa astral relacionada às riquezas do país e Câmaras e Senado. Durante essa fase mais tensa, Mercúrio, das palavras, entra no signo mudo de Câncer, comprometendo o diálogo e as negociações, enquanto Júpiter entra em Gêmeos, multiplicando o “diz que diz”, os debates, os discursos esquentados e os jogos de cena.  

Os diversos aspectos tensos que Mercúrio forma no céu com outros planetas anunciam divergências e problemas com estudantes, médicos e professores. E como Mercúrio rege as estradas e os caminhos, poderemos assistir eventos dramáticos entre 11 e 12, além de problemas elétricos que podem afetar a comunicação aérea ou viária.

Comunicados do governo que tenham a ver com economia também podem causar reboliço ou desorientação na segunda semana --a pior do mês para comprometer o dinheiro em aquisições a longo prazo.

Saturno age nos dias 13 e 14, estabilizando o clima, ao criar compromissos de responsabilidade mútua, seja entre políticos e órgãos federais ou seja em relação a grupos de interesses antagônicos. Esses dias também são bons para a economia e acalmam os mercados. Outro ótimo dia para os mercados, a Bolsa e as aplicações em geral são 20 e 21 de junho. Nesses dois dias, abre uma janela astral ótima para empreendimentos mais ousados e que exigem habilidades, poder de negociação e visão de longo prazo. Uma boa dica a empresários e pessoas que ocupam posições de liderança nas empresas.

Logo após a Lua nova em Gêmeos --que ocorre, aliás, em contato com uma estrela muito dinâmica--, finalmente o Sol adentra Câncer, inaugurando um dos mais dinâmicos invernos dos últimos tempos. No mundo, muitas ilusões caem por terra logo após o solstício. Júpiter e Netuno, em contato dinâmico, desbastam ilusões e colocam em campos delimitados os amigos e parceiros, distinguindo bem quem está ou não com forças para somar.

Na última semana, Saturno e Vênus retomam seu movimento direto e, daí em diante, obstáculos e demoras em empreendimentos, decisões de amplo alcance social e cultural e a estruturação de algo consistente nas comunicações tende a ocorrer de verdade. A maioria dos projetos que estavam parados podem receber, assim, um grande impulso.

Como, no mesmo dia, Mercúrio ingressa em Leão --signo que tem muito a ver, no caso do Brasil, com as relações internacionais--, podemos esperar algum pronunciamento, viagem ou acordo firmado entre nosso país e alguma potência exterior. Leão é signo de chefes, comandantes, executivos e autoridades. Isso explica a importância do momento.

No fim de junho, Sol e Plutão se opõem, forçando debates que podem clarear temas obscuros de forma dramática. E, finalmente, Mercúrio e Júpiter fecham o mês com chave de ouro, armando uma oportunidade excelente para amplas negociações que possam beneficiar o povo brasileiro de verdade.

Para as artes, moda e música brasileiras, os dias de destaque e sucesso são 8 e 9, com um lindo e inspirador aspecto entre Mercúrio e Netuno. Tecnologia, ciência e comunicação em geral recebem grande impulso entre 19 e 20 de junho. Novamente, nos dias 23 a 25, Sol e Netuno inspiram artistas e grandes eventos de moda e música.

No mundo, o cenário astral de junho avança o acirramento das condições já difíceis e críticas na Europa --especialmente a partir de 10 ou 12 de junho. E, apesar de conversas, decisões mais prudentes e difíceis deverão ser tomadas em seguida. Como Saturno retoma seu movimento direto na terceira semana, podemos esperar o corte de alguns países da zona do Euro antes do fim de junho. Se estenderem a permanência, entre julho e agosto a crise se tornará mais difícil de ser levada sem decisões.

Nos países árabes, a situação vai se tornando cada vez mais crítica. A partir da primeira semana até a terceira, reviravoltas dramáticas poderão ocorrer em alguns destes locais. Antigas lideranças serão atacadas por grupos rebeldes e não se chegará a lugar algum.

Urano e Plutão, em tensão astral, anunciam acidentes, fenômenos geográficos importantes que podem afetar a comunicação em larga escala entre, especialmente, a segunda e a terceira semanas, mas também no dia 28. Ainda bem que a solidariedade e o espírito de ajuda mútua falarão alto, dando exemplos bonitos de solidariedade, criatividade e paz social.

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