SPFW

Público da SPFW vê moda mais democrática, mas pouca diversidade em desfiles

Juliana Simon

Do UOL, em São Paulo

Quem passa pelos corredores do prédio da Bienal, onde está acontecendo a 41ª edição da São Paulo Fashion Week, vê de tudo um pouco, já que estilos e perfis plurais transitam por ali. E o UOL falou com cinco frequentadores para saber se eles se sentem representados pela moda e pelas semanas de desfile.

  • Caio Kenji/UOL

    Bruna Balaguer

    "Hoje não me sinto muito representada por aqui. Em primeiro lugar, acredito que a quantidade de blogueiras que frequentam a semana acabam por monetizar a moda, sem se importar com a arte e o estilo de vida que ela representa. Sempre tive problemas com o guarda-roupa, então acredito que criei a minha própria moda com referências pessoais, sem seguir os padrões comerciais que dominam o evento agora", diz a estudante de moda de 22 anos.

    Imagem: Caio Kenji/UOL

  • Caio Kenji/UOL

    Danielle Novaes da Silva

    "É a minha primeira vez no evento, mas sempre acompanhei moda e hoje me sinto mais representada com a quantidade maior de modelos negras e o maior prestígio que elas estão alcançando nos desfiles e nas campanhas", diz a coordenadora de marketing de 33 anos.

    Imagem: Caio Kenji/UOL

  • Caio Kenji/UOL

    Mainá Belli

    "A questão de padrões estéticos está mudando aos poucos. Na moda em geral, as blogueiras estão ajudando a ampliar a gama de modelos e apresentam inspirações para qualquer tipo de pessoa. Nas passarelas a transição ainda é bem mais lenta, mas acredito que chegaremos lá", diz a jornalista e blogueira de 25 anos.

    Imagem: Caio Kenji/UOL

  • Caio Kenji/UOL

    Marli Auriemo

    "Me sinto representada, apesar de as modelos serem mais jovens. Encontro o que eu quero nos desfiles e consigo captar o que vou usar de acordo com o estilo. O evento não é só a apresentação de peças e dita a moda para além dos desfiles e apresentações", diz a lojista de 73 anos.

    Imagem: Caio Kenji/UOL

  • Caio Kenji/UOL

    Tiago Francisco

    "Para mim, o preconceito maior vem justamente de fora do mundo da moda. Gosto de saia, peças fora do comum e é através da moda e desse tipo de evento que eu consigo pegar as referências para me vestir como eu gosto. Fora isso, me inspiro em artistas que quebram padrões, como o cantor Liniker", afirma o maquiador e cabeleireiro de 24 anos.

    Imagem: Caio Kenji/UOL

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