Moda

Jean-Paul Gaultier sai em defesa de Galliano

Maya Vidon/EFE
O estilista francês Jean Paul Gaultier ao final de seu desfile na Semana de Alta-Costura de Paris (26/01/11) imagem: Maya Vidon/EFE

PARIS, 5 Mar 2011 (AFP) -O estilista Jean Paul Gaultier saiu neste sábado em defesa de John Galliano, despedido nesta semana pela Dior por declarações antissemitas, que lançou quando estava bêbado, afirmando que o britânico demonstrou em seu trabalho que "não é racista, muito pelo contrário".

"É muito triste" o que aconteceu com Galliano, "porque tem um talento enorme", afirmou Gaultier nos bastidores, após apresentar sua coleção para o próximo outono-inverno, uma das mais esperadas desta Semana de Moda de Paris.

"Tudo o que (Galliano) fez na moda não demonstra que seja racista, muito pelo contrário", disse Gaultier, referindo-se às diversas coleções do estilista britânico inspiradas nos quatro cantos do planeta.

Referindo-se ao vídeo em que viu Galliano, bêbado, afirmando que "amava Hitler", Gaultier estimou que é possível usar técnicas para fazer as pessoas dizerem coisas que não disseram.

Galliano foi gravado com um telefone celular enquanto encontrava-se sob o efeito de álcool em um bar de Paris por uma pessoa que depois vendeu o vídeo ao tabloide britânico "The Sun" por uma soma não revelada.

Galliano "disse algumas palavras, mas (não se sabe) em que contexto as disse", afirmou Gaultier, ressaltando sua admiração por seu colega britânico de 50 anos, agora convertido em um pária do mundo da moda, que até alguns dias o venerava.

"É muito triste", a situação de Galliano é como "uma autodestruição", porque "causou danos sobretudo a si mesmo", acrescentou Gaultier.

O estilista francês de 57 anos concluiu desejando que Galliano "encontre uma paz interior" e que volte à moda.

Segundo fontes da imprensa, Galliano já partiu de Paris, após a tempestade provocada por seus comentários, e estaria fazendo um tratamento de desintoxicação.

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