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Paris: 7º dia tem transição doce na Chloé e Stella McCartney com conforto chic

Benoit Tessier/Reuters
Modelo desfila look da Chloé em Paris imagem: Benoit Tessier/Reuters

Paris - Olhar confiante na Chloé, esporte sexy da Stella, Ungaro encontra suas bases, Leonard justapõe orquídeas e Valli brinca com os materiais no sétimo dia da Fashion week parisiense:

CHLOÉ - Nada de revolução na Chloé, mas uma primeira coleção harmoniosa, fresca e inteligente para Clare Waight Keller, que se fez conhecer ao reviver a marca "Pringle of Scotland". Muitos plissados e doces degradês de cores, como a blusa com plissado vertical creme no centro, que evolui para um caramelo e depois para um castanho no lado. Toques de verde esmeralda e tons rosados. As meninas, cabelos soltos e maquiagem natural, desfilam com as mãos nos bolsos, o olhar confiante, incorporando facilmente esta coleção de conforto evidente.

ESPORTE E LUXO - Sensual em camisas do tipo jogador de basquete, feminina em pijamas de avô, a britânica Stella McCartney atende a este desafio com um look que combina tecidos de esporte, seda e sobreposições de rendas.

O público e Paul, o ex-Beatle que não perde nenhum desfile de sua filha, admiram a Opera no primeiro vestido creme sem mangas, fechado no peito com um corte ondulado no tecido que vai de um ombro até o quadril. Esta ondulação é recorrente nos mini-vestidos em crepe de seda cinza pálido ou nanquim, os recortes casam com o movimento. "O sportswear e a lingerie são dois universos que eu adoro", diz a estilista atrás da passarela.

Calças de alfaiataria, com motivos Liberty azul gelo ou cor-de-vinho, evocam o conforto dos pijamas com cerdas que acariciam, recobrindo os saltos dourados. "As mulheres devem se sentir autorizadas a serem elas mesmas", explica esta mãe de quatro crianças com um toque de sensualidade "para festejar o verão, numa silhueta curva mais livre".

TRABALHO DE EQUIPE - Sai o estilista britânico Giles Deacon, após duas estações com Emanuel Ungaro, que conheceu nos últimos anos uma valsa de criadores. Saem também suas mulheres fatais em rendas da última estação. A coleção com impressões de lagoa e granada marca o retorno aos cortes mais sóbrios, com algumas peças de um belo cinza azulado e sandálias trançadas. Jeanne Labib, chefe do estúdio de criação, recebeu a saudação no final de um desfile apresentado como um "trabalho de equipe".

ORQUÍDEAS - "Onde é o suco de maçã?", pergunta esta jovem japonesa que procura na verdade o museu Jeu de Paume, local do desfile da Leonard. Esta marca, conhecida por suas estampas feitas à mão, vende bem principalmente na Ásia, com aproximadamente 200 butiques apenas no Japão. A estilista Véronique Leroy criou 47 manequins, incluindo pastéis rosas e roxos e também uma série areia e bege nas sedas e camisas. Vestidos curtos, mais fáceis, oferecem tons de azul em um fundo escuro antes de uma explosão de cores tropicais, como as parkas em tafetá de seda.

MARFIM PRATA - O romano Giambattista Valli escolheu o marfim e a prata para sua coleção destinada à eterna elegância clássica das quadras de luxo. Os vestidos de retalhos e brocados em tons pastéis, o contraste brinca com os materiais que compõem uma justaposição de cores. Quanto aos acessórios, pequenos cintos de prata e serpentes que se enrolam no pulso, no antebraço e até mesmo no tornozelo sobre sandálias vertiginosas. Estampas de zebra, jalecos brancos perfurados e o retorno da cor amarela, cor da estação, em saias plissadas para a noite.

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