Moda

Gaultier imagina um "dândi grafite" elegante de casaco e tatuagens

Ian Langsdon/EFE
Jean Paul Gaultier ao final de seu desfile de Inverno 2012 na semana de moda masculina de Paris (19/01/2012) imagem: Ian Langsdon/EFE

Jean-Paul Gaultier imaginou para sua coleção um "dândi grafite", recorrendo ao vestuário masculino tradicional, com casacos e jaquetas combinadas com impermeáveis leves, jérseis esportivos e grandes botas abertas em sua passarela na Semana de Moda de Paris.

O público conteve a respiração quando os modelos, sempre muito viris, entraram em cena com poses relaxadas, alguns exibindo seus torsos nus, tatuados, flanando pela enorme sala de baile escolhida pela marca para exibir seus looks.

"É certo que não são crianças", confirmou o estilista em entrevista à AFP. Outras marcas contratam como modelos jovens muito frágeis de bochechas rosadas.
 

  • Pierre Verdy/AFP

    Primeiro look do desfile da coleção masculina de Jean Paul Gaultier na semana de moda masculina de Paris (19/01/2012)

Sua coleção é uma "mistura do mundo dândi e a rua, porque os dândis de hoje em dia gostam do grafite", resumiu, acrescentando que os ladrilhos reproduzidos em várias peças têm, se vistos de perto, uma grande variedade de pequenas flores.

"O casaco clássico em pelo de camelo e a gola de vison, peça clássica da alfaiataria, combina com um impermeável em torno da cintura que pode ser guardado facilmente, sem atrapalhar", explica.

A paleta de cores, que conta com muito branco e preto, se estende para o laranja, com toques de cinza, marrom e vinho.

O desfile foi aberto por um modelo ruivo exuberante, de penteado romântico e bigode, vestido com um casaco marrom de mangas com detalhes de couro sobre uma peça que lembrava ladrilhos.

Os últimos a desfilar usavam saias escocesas pretas, de modelagem ampla, sobre um terno clássico, um deles desfilado pelo famoso modelo andrógino Andrej Pejic. O desfile foi encerrado por um modelo com um macacão laranja com lantejoulas.

 

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