Moda

Valentino é a grande marca de moda mais ecológica, aponta o Greenpeace

EFE
O tradicional vermelho da Valentino foi usado na coleção de Verão 2013 de alta-costura da marca, ao lado de looks brancos e pretos (23/01/2013) imagem: EFE

De Paris

A marca italiana Valentino é a que mais respeita o meio ambiente, segundo a organização Greenpeace, que publicou nesta sexta-feira (8) sua lista com a classificação das marcas de moda, tendo como base critérios relativos à ecologia.

O couro das bolsas Louis Vuitton ou as embalagens da Hermès são produzidos em detrimento dos bosques tropicais?, questionou o Greenpeace, que elaborou um questionário sobre 25 temas "verdes" utilizado para classificar as 15 grandes marcas de moda.

Valentino é a única das 15 marcas do setor da moda que conseguiu três notas boas, em couro, embalagens e tecidos, graças a seu compromisso com "uma política de compras que implica zero desmatamento e uma política de zero para a produção têxtil".

Atrás da marca Valentino estão Armani, Dior, Gucci e Louis Vuitton, que asseguram ter tomado medidas para impulsionar uma política de "zero desmatamento" para produzir couro e embalagens. O Greenpeace destaca também que a Gucci "respaldou ativamente a moratória sobre a expansão da produção de gado bovino na Amazônia".

Por outro lado, essas quatro marcas são criticadas pela organização de defensa do meio ambiente por não terem se comprometido em fabricar "uma moda sem substâncias tóxicas".

As também italianas Versace e Ermenegildo Zegna não fazem o suficiente para contribuir ou diminuir o desmatamento, limitando-se a somente "poder precisar suas compras de couro".

Nos postos mais baixos da classificação estão sete marcas, entre elas Roberto Cavalli, que teve uma nota ruim por não dar "respostas claras no questionário e não ter feito gestos alentadores" que refletem um interesse no meio ambiente.

Outras marcas criticadas pela organização ecologista foram Chanel, Alberta Ferretti, Dolce & Gabbana, Hermès, Prada e Trussardi. "Apesar dos repetidos pedidos do Greenpeace", essas marcas "nunca responderam" ao questionário, o que mostra, segundo a ONG, que "não estão dispostas a abrir o diálogo e considerar os interesses dos consumidores".

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