Moda

A mulher Dior será "poética e romântica" no próximo inverno

Jacques Brinon/AP
Modelos apresentam looks de Christian Dior para o Inverno 2013 durante a semana de moda de Paris (01/03/2013) imagem: Jacques Brinon/AP

De Paris

"Romântica", "poética", "artística" e "feminina" foram os adjetivos escutados por quem assistiu ao desfile da maison Christian Dior, nesta sexta-feira (1º) em Paris, que manteve o espírito do fundador da marca e ao mesmo tempo refletiu a sensibilidade de seu estilista, Raf Simons, que teve como colaboradora para alguns dos looks a Fundação Andy Warhol.

As modelos caminhavam por um cenário onírico inspirado pelas nuvens do surrealista René Magritte, e suas silhuetas refletiam em gigantes esferas metálicas que pendiam do teto.

O estilista belga, nascido em Neerpelt em 1968, que está à frente das coleções da maison Dior desde 2012, após o escândalo que levou à queda do britânico John Galliano, propôs 48 looks, entre eles duas túnicas de modelagem ampla com estampas do pai americano da pop art. "Para mim Warhol faz muito sentido", disse Simons no release do aplaudido desfile, em que destaca sua colaboração com a Fundação Andy Warhol.

"Interessava-me a delicadeza e sensibilidade do trabalho que Warhol fez no início", acrescentou Simons, lembrando também que Christian Dior, fundador da histórica marca, começou sua carreira como dono de uma galeria e representou no início de carreira o espanhol Salvador Dalí e o suíço Alberto Giacometti.

A coleção criada por Simons incluiu desde elegantes casacos em pele de astrakan (tipo de cordeiro) e vison ou em suave lã vermelha, adornado com um laço, até delicadas capas em seda rosa pálido sobre um corpete preto e uma saia curta em seda azul marinho metálico, passando por vestidos tomara-que-caia.

No desfile da Dior, que aconteceu em um lugar histórico de Paris, Les Invalides, não poderiam faltar as calças cigarrete, justas até os tornozelos e os looks de cintura marcada, assim como a emblemática jaqueta Bar, todos inspirados nos arquivos Dior.

O estilista belga trouxe também para a passarela saias de cortes irregulares, minissaias e casacos-vestidos em uma paleta que ia do branco e rosa, suas cores fetiche, até o preto. Simons, ex-estilista da marca Jil Sanders e que antes de assumir a Dior era conhecido principalmente por sua moda masculina vanguardista, que comercializava em sua própria marca, trouxe para Paris também vestidos curtos.

"Fiquei encantada com esta coleção, achei poética, artística, mas ao mesmo tempo dá vontade de usar essa roupa", disse à AFP a modelo russa Natalia Vodianova.

A passarela da Dior, que hoje é a joia do grupo de luxo LVMH, de Bernard Arnault, atraiu atrizes como Marion Cotillard e Mélanie Laurent, além de influentes editoras de moda e compradores do mundo inteiro.

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