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Ventos de liberdade e rock 'n' roll marcam as passarelas de Paris

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O homem Lanvin combina o tom da camisa com o do sapato, que também aparece em cores chamativas imagem: EFE/EFE/AFP

De Paris

Ventos de liberdade sopraram neste domingo sobre as coleções Inverno 2014 de moda masculina em Paris, com a celebração da individualidade por Lanvin e uma homenagem do britânico Paul Smith ao lendário Jim Morrison, astro do rock rebelde por excelência.

"Já era hora de sair daquela linha muito perfeita", disse Paul Smith, 67, ao definir o estilo de sua nova coleção. "Em todo lugar, as pessoas estão buscando algo um pouco mais forte e mais poderoso", falou.

Outra característica dominante de Smith são as estampas, de notas musicias e animais, incluindo flamingos, em referência à Costa Oeste americana, onde Morrison viveu.

A variedade de materiais usados foi grande: cashmere, angorá, seda, lã e jérsei. "A coleção é muito fluida, os astros do rock gostam de estar confortáveis!" Do preto e cinza, os tons passam ao bege e malva. Em casos extremos, chegam ao rosado.

As estampas que lembram motivos de tapetes são uma homenagem ao trabalho têxtil artesanal. Destacam-se ainda os colares no estilo hippie dos anos 1970.

A 'liberdade de escolha' de Lanvin

Sob as esplêndidas claraboias da Escola de Belas-Artes de Paris e o olhar atento, na primeira fila, do ator americano Will Smith, que não perdeu um desfile importante esta semana, os estilistas da Lanvin, Lucas Ossendrijver e Alber Elbaz, apresentaram uma coleção dedicada à "liberdade de escolha".

Também, aqui, houve uma abundância de materiais e variedade de silhuetas: calças muito justas ou largas, e cintura alta ou baixa. O look roqueiro dominou, mas também havia conjuntos clássicos ou do tipo que se vê nas ruas. "Trata-se da individualidade, de deixar as pessoas livres", explicou Elbaz.

O homem Lanvin se distingue por suas cores. Combina o tom da camisa com o do sapato, que também aparece em cores chamativas.

Guarda-roupa unissex

Desde o primeiro modelo, o estilista japonês Rynshu mistura os sexos. Quando alguém vê sua coleção, imagina perfeitamente uma mulher que roubou algumas peças do guarda-roupa do companheiro.

O conjunto é predominantemente escuro, mas o preto aparece juntamente com lamê azul ou cinza. O estilo é punk e glamouroso. Nos materiais, Rynshu optou por veludo, jacquard bordado com fios dourados ou prateados, cashemira e cordeiro.

Cinema e look francês 'adaptado à vida real'

A estilista Agnès Troublé, fundadora da marca Agnès B, deu carta branca para os primeiros modelos de seu desfile a Adrien Beau ("Les Condiments Irréguliers", 2010), que trouxe personagens saídos do século 19, revisitados com um toque de ironia.

Em seguida, na coleção de sua autoria, Agnès dominou a lã, salvo em conjuntos para a noite, em que se destacaram materiais sintéticos brilhantes, com cortes ajustados.

"É um estilo muito francês, inspirado na 'Nouvelle Vague', mas, ao mesmo tempo, atual", explicou à agência AFP. "É uma roupa usada há 20 anos e que continuará sendo usada por mais 20. Não são looks para a passarela, são peças para serem vendidas nas lojas, roupa adaptada à vida. Gosto dos bons cortes, bons materiais, que podem ser combinados facilmente e sempre vestem bem", afirmou.

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