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Biquíni, peça que "causa" desde os anos 40, completa 70 anos

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Micheline Bernardini posa com o biquíni criado por Louis Réard imagem: Reprodução/Time

Nada melhor que tomar um sol na beira da piscina ou na areia da praia usando um lindo e confortável biquíni. Nos modelos cortininha ou tomara-que-caia, asa-delta ou sunquini, com as mais variadas cores e estampas e com todos os tipos de destalhes, de pequenos pingentes a lacinhos, uma das peças mais famosas e marcantes da história da moda feminina acaba de completar 70 anos.   

No início de sua trajetória, os biquínis eram vistos pelo público pela primeira vez. No dia 5 de julho de 1946, o estilista francês Louis Réard realizou um desfile em Paris, expondo a coleção mais escandalosa da década.   

Para destacar a sua ideia "bombástica", o nome das novas peças foram inspiradas no Atol de Bikini, no pacífico Sul, onde poucos dias antes os Estados Unidos haviam começado a fazer os primeiros testes nucleares.   

Até aquele momento, quando as mulheres usavam uma roupa de banho, endossavam peças que usavam muito mais pano e cobriam uma parte bem maior do corpo. No começo do século 20, o modelo era uma túnica com calças justas. Com o passar do tempo, as blusas e calças foram diminuindo o seu comprimento e as pernas e os braços passaram a ficar mais aparentes.   

Logo, os decotes nas costas ficaram maiores. Nos anos 1920, as mulheres já conseguiam até exibir parte das pernas, dos braços e das costas graças, em parte, às peças da estilista Coco Chanel que lançou bermudas justas e acima dos joelhos e decotes mais profundos, o que foi não apenas uma evolução para o mundo da moda, mas sim também para a cultura de tomar sol, até então não muito apreciada.   

Mais elásticas e definitivamente mais curtas, as roupas de banho continuavam longe do seu estilo mínimo e moderno atual. Com o desfile de Réard, no entanto, as mudanças começaram a acelerar.   

Na década de 1950, por exemplo, o triunfo das pin-ups, com suas roupas (inclusive de banho) de cintura-alta, fez com que o biquíni se tornasse um meio de valorizar um físico cheio de curvas de uma maneira cômoda e sexy. Uma das grandes ídolas dessa fase foi Marilyn Monroe, inesquecível com seu maiô inteiramente branco.   

A atriz Brigitte Bardot também fez sucesso com um biquíni em 1957 no filme "E Deus Criou A Mulher", modelo cheio de babados que ficou famoso e encorajou várias jovens a usarem as peças, cada vez menores. Na Itália, foi a vez de Sofia Loren popularizar a moda dos biquínis no país, vencendo o prêmio de Miss Eleganza (Miss Elegância) com um duas peças que entrou para história.   

Já o biquíni branco com um cinto também branco e pequenos detalhes em dourado usado por Ursula Andress no papel da Bond Girl no filme "007 Contra o Satânico Dr. No" foi um dos símbolos da moda de roupas de banho nos anos 1960.   

Nas décadas seguintes, as estampas e cores mais vivas começaram a invadir praias e piscinas. Materiais e cortes diferentes entraram na moda, como o biquíni de crochê, as tangas e os lacinhos tão amados nos anos 1970.   

Já nos anos 1980, foi a vez dos biquínis asa-deltas e os fios-dentais e das estampas mais elaboradas e até patriotas, como uma usada por Cindy Crawford, que contava com a bandeira dos Estados Unidos aparecendo tanto no top quanto na calcinha.   

Os sunquinis e os maiôs bem cavados foram alguns dos protagonistas da década de 1990, o segundo em parte por causa do sucesso do seriado de TV norte-americano "Baywatch", onde salva-vidas, como Pamela Anderson, corriam com suas roupas de banho vermelho-fogo.   

E agora, há 70 anos desde sua criação, os biquinis, com suas novas modas e influências de décadas anteriores, são cada vez mais vendidos, sendo peças que não devem desaparecer do guarda-roupa feminino tão cedo. 

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