Moda

Impacto econômico da Semana de Moda de Milão é de 48 milhões de euros

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71 marcas desfilam na Semana de Moda de Milão imagem: Getty Images

Depois de Nova York e Londres, os holofotes se voltam nesta quarta-feira (21) para as passarelas de Milão, onde políticos e representantes da indústria unem esforços para que seja um evento imprescindível.  

A famosa marca Gucci surpreendeu no primeiro dia com uma coleção para o Verão 2017 inspirada em sonhos ocultos. A coleção, assinada por Alessandro Michele, dá atenção especial aos chapéus, aos turbantes com nós gigantes e laços amarrados na cabeça.
 
Cada look tem sua história, como um conto, alguns como fadas madrinhas modernas com óculos grandes, enquanto as estampas lembram os anos 1980.
 
Grandes marcas de moda, entre elas Gucci, Blugirl e Alberta Ferretti participam do evento para apresentar as novidades para a Verão 2017. Nesta temporada estreou a marca alemã Wunderkind. Seu estilista, Wolfgang Joop, apresentou uma coleção que brinca com os contrastes: homem e mulher, materiais flexíveis e rígidos, fluidos e com cortes estruturados.
 
Milão vai receber 71 desfiles oficiais e 90 apresentações de coleções em um programa que mistura grandes marcas, alguns retornos às passarelas e jovens talentos.
 
"A Semana de Moda se transformou em um polo de atração para todos. Peço ao sistema da moda que seja o mais aberto e inclusivo possível", reconheceu o prefeito Giuseppe Sala. A cidade volta a palpitar com backstages, flashes e celebridades nas primeiras filas. "O impacto econômico da Semana de Moda sobre a cidade é de cerca 48 milhões de euros", disse Cristina Tajani, vice-prefeita.
 
"Fizemos um papel fundamental de coordenação entre a cidade e as instituições de moda. Destinamos lugares novos para os estilistas jovens e encontramos soluções logísticas", acrescentou.
 
Exposições, desfiles nas ruas e eventos estão na lista de opção. "Programamos 30 eventos especiais por toda a cidade, além dos desfiles. Queremos que a moda entre em contato com a cidade", disse o presidente da Câmara Nacional de Moda Italiana, Carlo Capasa.
 
Um dos eventos mais esperados será o desfile unissex da Bottega Veneta, no sábado na famosa Academia de Belas Artes de Brera, em comemoração ao 50º aniversário e aos 15 anos de Tomas Maier como diretor artístico.
 
Pela primeira vez na história a marca, propriedade do grupo de luxo francês Kering, vai apresentar ao mesmo tempo sua coleções masculina e feminina convidando seus modelos a desfilar entre as esculturas e pinturas da maior coleção de arte de Milão.
 
O novo e imenso museu das Culturas de Milão, Mudec, inaugurado no ano passado, dedica uma exposição à história da moda e do design, entitulada "Desenhando o futuro: histórias de artesanato e inovação".
 
Milão quer se renovar com o apoio das autoridades locais e nacionais, entre elas o Primeiro-ministro, Matteo Renzi (centro-esquerda), que chegou diretamente da Assembleia da ONU em Nova York para abrir o evento.
 
Outras exposições e iniciativas enriquecem o programa, apesar de muitas delas precisarem de convite.
 
O setor da moda recebeu nesse ano um forte investimento do Estado, com um financiamento de 60 milões de euros, início de um grande plano de 260 milhões de euros para todo o "Made in Italy".
 
"É um setor que está crescendo. Fechou 2015 com mais de 1,4%", disse Capasa.
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