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Pierre Cardin gera polêmica na França por compra de imóveis

PARIS, 12 AGO (ANSA) - O estilista ítalo-francês Pierre Cardin se envolveu em uma polêmica em Lacoste, no Sul da França, por conta de seus numerosos investimentos imobiliários na cidade. Lacoste recebeu nos últimos dias seu IX Festival de Música, promovido pelo próprio Cardin.

  • EFE

    O estilista Pierre Cardin que é alvo de reclamações dos moradores de Lacoste, na França

O estilista é dono do castelo que pertenceu ao Marquês de Sade, onde o festival foi realizado. Além disso, possui ao menos outros quarenta imóveis na cidade francesa.

Os estabelecimentos do estilista que estão ao centro das polêmicas são a panificadora Maxim, a butique La Boulangerie du Marquis, uma galeria de arte e o antigo Caffé de Sade, que se transformou em um hotel de duas estrelas.

No ano passado, o jornal Le Monde publicou reclamações dos habitantes da pequena cidade francesa, que chamavam o estilista de o "senhor" de Lacoste. Já a publicação International Herald Tribune descreve hoje Cardin como "o odioso nobre" e o representante do "capitalismo de massa".

Os moradores locais reclamam que "não se sentem mais em casa" com os imóveis vendidos ao estilista, ressaltando que "Lacoste não é mais Lacoste". Muitos também explicam que "as casas se tornaram muito caras e os jovens não conseguem ficar".

Por sua vez, Cardin se defende dos ataques de seus vizinhos. "Não entendo esta rejeição. As pessoas nunca fizeram nada por este vilarejo, nem mesmo a iluminação noturna. Lacoste não mudou desde os anos 1930", disse.

"Faço tudo isso por Lacoste, não por mim. Não posso nem mesmo viver em todas as minhas casas", afirmou ainda o estilista. (ANSA)

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