Moda

Moda migra do mercado de luxo para o "fast fashion"

A moda se adapta à crise global, que modificou a maneira de considerar o luxo, um valor em baixa junto ao status no mundo das passarelas, segundo as novas tendências na Itália.

"Os valores como luxo e status estão em baixa, ao contrário de outros como família e lar", sustentou Antonio Achille, sócio e diretor do The Boston Consulting Group.

Uma pesquisa do grupo indica que "o consumidor está mais cético e exigirá da moda um controle de custos". Enquanto isso, as campanhas das principais empresas mais importantes tentam reduzir a distância entre o luxo e o "fast fashion" -- moda com produção rápida e contínua de novidades.

Alguns compararam o estilo do "fast fashion" ao estilo do "fast food" por ser um comportamento de compra por um bom preço de peças de coleções do momento.

Na Itália, na Espanha e em vários outros países existem marcas exclusivas de "fast fashion" que, em razão da crise econômica que afeta vários países europeus, tem crescido cada vez mais.

"Fica mais coerente [comprar] um produto menos ostentoso, mas que possa ser utilizado mais e é mais adequado à época", disse o estilista e presidente da italiana Câmera Nacional da Moda, Mario Boselli.

Para o estilista, a receita justa "parte do belo bem feito" e não pode prescindir do "made in Italy" porque "foram melhores naqueles mercados que não jogaram com os consumidores".

Após 20 anos de crescimento, o mercado de luxo ficou no vermelho pela primeira vez em 2009, com uma queda nas exportações italianas no setor da moda em 19%.

Boselli afirmou que para superar o problema faz falta apontar para novos mercados, como Rússia, China, Índia e Brasil, favorecer a substituição sucessiva nas casas de moda e ampliar a gama de preços.

Os empresários do setor se reuniram em Milão para participar da "Luxury Summit: Le frontiere del nuovo Lusso" ("Conferência do Luxo: A fronteira do novo luxo"), organizado pela imprensa italiana.

O encontro analisa os mercados de luxo e neste ano indica a necessidade das antigas empresas em se transformarem em modelos novos de negócios. De acordo com os organizadores, "o luxo acessível experimenta novos canais como a Internet para aproximar os consumidores a um ambiente exclusivo e oferece a eles uma experiência única de personalização".(ANSA)
 

Topo