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Estilistas Dolce e Gabbana são condenados a 20 meses de prisão

Giampaolo Sgura/Divulgação
Os estilistas italianos Domenico Dolce & Stefano Gabbana, que abriram em São Paulo sua primeira loja própria na América Latina imagem: Giampaolo Sgura/Divulgação

De Milão

Os estilistas italianos Domenico Dolce e Stefano Gabbana, fundadores da grife Dolce & Gabbana, foram condenados nesta quarta-feira (19) pelo Tribunal de Milão a um ano e oito meses de prisão por evasão fiscal no valor de quase R$ 2 bilhões (cerca de um bilhão de euros).

A juíza Antonella Brambilla informou que os dois estilistas deverão pagar para a Receita italiana (parte civil no processo), junto com outros acusados, um valor provisório de 500 mil euros (cerca de R$ 1,46 milhão). Por sua vez, o advogado de defesa de Dolce e Gabbana, Massimo Danoia, disse que o processo contra seus clientes é um "paradoxo dos paradoxos, porque não é possível que um cidadão pague de impostos o dobro do que ganha".

Os dois estilistas são acusados de evasão fiscal por operações realizadas durante a reestruturação do grupo em 2004, com a criação de duas sociedades em Luxemburgo, a Gabbana Luxembourg e a Gado srl. As duas empresas adquiriram as marcas de propriedade dos estilistas por 360 milhões de euros (aproximadamente R$ 1 bilhão), um preço considerado muito abaixo do valor real pela Receita italiana.

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