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Em protesto, Dolce & Gabbana fecha lojas de Milão

Alessandro Garofalo/Reuters
Ciclistas passam em frente a loja da Dolce & Gabbana em Milão. A grife italiana fechará por três todas as suas lojas em protesto contra a condenação por evasão fiscal imagem: Alessandro Garofalo/Reuters

De Milão

Os estilistas italianos Stefano Gabbana e Domenico Dolce, da grife Dolce & Gabbana, anunciaram hoje, 19, que todos os estabelecimentos comerciais da marca na cidade de Milão, norte da Itália, ficarão fechados por três dias, em protesto contra a Prefeitura.   

"Indignados por como fomos tratados pela Prefeitura de Milão, decidimos fechar as lojas da cidade nos próximos três dias a partir de hoje", escreveram os estilistas em um comunicado.   

"O fechamento das lojas de Milão é um sinal do nosso desdém [com o governo local]", afirmam Dolce e Gabbana, garantindo, porém, que os funcionários continuarão recebendo as remunerações durante o período em que as lojas ficarão fechadas. "Só nas nossas lojas de Milão estão empregadas mais de 250 pessoas que, nos próximos dias, serão retribuídas regularmente, ainda que as atividades fiquem fechadas", disseram. No total, nove estabelecimentos do grupo Dolce&Gabbana ficarão de portas fechadas até a semana que vem. Por sua vez, Roberto Maroni, governador da região da Lombardia, cuja capital é Milão, disse que, se a grife "precisar de espaços para desfiles, colocaremos à disposição os locais da região".   

A indignação da dupla se deve a uma declaração dada por um assessor da Prefeitura dizendo que o município deveria negar concessões a pessoas como Dolce e Gabbana, acusados de sonegação fiscal.

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