Moda

Dolce&Gabbana colocará homens de joelhos na próxima campanha

Roma, 13 jan (EFE).- Os estilistas italianos Domenico Dolce e Stefano Gabbana - da grife Dolce&Gabbana - colocarão os homens de joelhos na próxima campanha publicitária, depois que, em 2007, mulheres apareceram dominadas em um anúncio que gerou polêmica na Itália e na Espanha, e que acabou sendo retirado.

Fotos: Dolce&Gabbana Verão 2009

Reuters

Reuters

Os estilistas Domenico Dolce e Stefano Gabbana


"A próxima (publicidade) que sairá em poucos dias contém alguns homens de joelhos, rezando. O fotógrafo Steven Klein capturou com essa foto a essência de nossa coleção barroca. Certamente, dirão que ofendemos a religião. No entanto, pode ser interpretado como uma volta aos valores", afirma Gabbana, em entrevista publicada hoje pelo jornal italiano "La Stampa".

"O mal está nos olhos de quem vê. Em 1987, nossa publicidade sobre sutiãs foi muito criticada (...). Nós tínhamos desenhado essas peças com inocência, lembrando a lingerie de nossas mães", acrescenta.

A Dolce&Gabbana reconhece a importância do público masculino em sua marca, pois já representa 50% do faturamento da firma de moda, uma porcentagem que aumentou nos últimos anos, graças à mudança na concepção social do homem interessado pela moda.

"Hoje são mais livres, não têm medo de ser julgados. Entram nas lojas e escolhem sozinhos, sem necessidade de conselho. Não é mais como há algum tempo, que as lojas de moda eram para os homossexuais e as pessoas extravagantes", diz Gabbana.

O estilista afirma que as cantoras Madonna e Victoria, esposa do jogador David Beckham, são os únicos dois ícones da moda que ficaram na firma.

"Desapareceram os personagens de referência. Só Madonna continua sendo um modelo a imitar, a única que soube adaptar seu estilo ao desenvolvimento dos tempos. Victoria Beckham também é um farol. E não é antipática como parece", afirma Gabbana.

Em 2007, um anúncio mostrando uma modelo no chão sendo segurada pelos pulsos, enquanto outros quatro contemplavam a cena, foi denunciado na Itália e na Espanha por associações de consumidores e órgão de defesa da mulher.
Topo