Moda

Coco Chanel ganha vida em produções da França e dos EUA

Paris, 18 abr (EFE).- A vida de Gabrielle Bonheur Chanel, desde os confins da austeridade ao máximo luxo, ganha as telas do cinema a partir de quarta-feira com a estreia de "Coco avant Chanel", uma obra de Anne Fontaine com Audrey Tautou no papel da estilista.
  • Reuters

    A atriz Audrey Tautou (esq.) posa ao lado da diretora Anne Fontaine durante estreia do filme "Coco avant Chanel", na Suíça


O filme, cuja estreia nas telas brasileiras está prevista para outubro, quer se tornar um sucesso internacional, em boa parte graças ao carisma da protagonista de "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain" (2001) e de "O Código da Vinci".

A semelhança física da atriz com a jovem Gabrielle (1883-1971) em seu caminho para a glória chega a ser assombrosa.

"Coco avant Chanel" é a primeira produção de uma série de filmes sobre a estilista, e será seguida por "Coco Chanel et Igor Stravinsky", de Jan Kounen.

O diretor escolheu Anna Mouglalis e Mads Mikkelsen para reviver a relação entre a grande modista e o genial compositor russo que, nos anos 20, encontrou refúgio na casa da francesa.

O longa de Kounen tem estreia prevista para o segundo semestre de 2009, mas ainda haverá um segundo filme sobre o tema que é preparado pelo diretor William Friedkin, de "O exorcista".

O cineasta trabalha no insight histórico que a estilista teve com o "petite robe noir" (tubinho preto), peça obrigatória nos armários femininos.

Inicialmente, o filme do diretor americano se chamará "Igor&Coco" e o papel da estilista será interpretado por Marina Hands, segundo anunciou ele mesmo há dois anos no Festival de Cannes.

A história de Coco é pontuada por algumas passagens polêmicas, como sua paixonite por um militar nazista durante a ocupação alemã na França, que foi acompanhada de uma rede de intrigas durante essa mesma época para aumentar o já imponente império da estilista.

Sobre a famosa personalidade também está sendo preparada uma superprodução dirigida por Danièle Thompson e que poderia ter Demi Moore no papel principal.

O nome de Angelina Jolie também foi levantado para dar vida à jovem que, depois de ser internada em um orfanato com a morte da mãe, conquistou muitas glórias antes de acabar os dias sozinha no hotel Ritz de Paris.
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