Moda

Christian Dior retorna às mais luxuosas origens da alta costura

Lola Loscos.

Paris, 6 jul (EFE).- A alta costura francesa voltou a suas origens com Christian Dior, que apresentou uma luminosa e colorida coleção para o próximo inverno, em Paris.

Além da cor, sempre muito viva, em modelos fúcsia, laranjas, rosas, vermelhos, amarelos limão e a abundância de excelentes bordados, o designer John Galliano brincou com a ideia de vestir e desvestir suas modelos.

A coleção apresentou modelos de sutiãs, espartilhos e cintas-liga. O desfile de beldades foi fechado com um vestido de noiva, com um espartilho aparente, mas que parecia plenamente integrado ao conjunto sobre sua imensa e volumosa saia de tule branco.

Destaque para sua histórica linha "Bar", que amplia os quadris e evidencia a cintura.

Em outros modelos, que iam até o joelho, o uso de sapatos de salto altíssimo marcou presença, sob saias pretas transparentes, ou sob um vestido fúcsia bordado, curto nos lados.

O sutiã também reinou hoje na passarela de Dior. Eles apareceram em preto, cor da pele, combinado simplesmente com uma saia vermelha, ou com um espartilho para destacar as costas de um decotado vestido de noite.

Grandes volumes, na parte superior ou inferior, nas costas de uma blusa ou em uma saia em formato de globo, às vezes assimétricas, sobre um ombro e abundantes transparências foram outras características da coleção.

Galliano quis homenagear o mestre fundador e a alta costura de Dior e suas 'pequenas mãos' (suas costureiras), além de revelar a seus convidados a construção interna e meticulosa que existe em cada criação de luxo da marca.

O presidente de Dior Couture, Sidney Toledano, explicou à imprensa seu desejo de "voltar às raízes da alta costura" com este desfile, que, como em seu início, foi organizado nos salões Dior e não em outro lugar.

O evento aconteceu em dois turnos na sede da Dior na Avenida Montaigne. Apesar de ter dimensões consideráveis, nem se compara com o Clube de Polo do bosque de Boulogne, onde suas coleções de luxo costumavam ser apresentadas.

O estilista Stéphane Rolland escolheu o Palácio da Découverte , também no centro de Paris, para mostrar sua visão do luxo, com modelos para o dia, noite e de gala, em cinza, branco e preto.

As ombreiras de corte geométrico e futurista, os bordados de pedras preciosas, com motivos também geométricos, e a transparência, triunfaram sobre sua passarela.

Christophe Josse também abusou das transparências, em vestidos longos e às vezes decotados, com mangas volumosas.

O estilista dominicano Oscar de la Renta, aproveitou a semana de alta costura para apresentar sua coleção. Apesar de não ser de alta costura, foi excelente.

O ex-diretor artístico de Balmain trouxe à capital da moda 50 modelos de gala, muitos deles bordados, nos quais o branco e o preto foram as cores predominantes.

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