Moda

SPFW termina com forte crítica às modelos magras

São Paulo, 22 jan (EFE).- A São Paulo Fashion Week terminou na sexta-feira com uma forte crítica aos estilistas, até mesmo de parte da organização, por mandarem às passarelas modelos muito magras.

Em comunicado oficial, a direção da semana da moda da capital paulista expressou sua "preocupação" pelas modelos "muito magras".

"Desde 2007, a SPFW é a única entre as principais semanas de moda do mundo a estabelecer novos padrões de participação nas passarelas para ajudar na prevenção de problemas extremos de saúde entre modelos", disse a nota.

Junto com o Ministério Público de São Paulo, há normas para preservar a integridade dos modelos presentes ao evento, como um atestado médico, e as garantias de estarem aptos a exercer a profissão.

No entanto, a organização pediu mais cooperação de parte do setor da moda na Europa e Estados Unidos, onde residem a maioria das modelos brasileiras e estrangeiras que participam da SPFW, para "reverter os padrões estéticos atuais", com predomínio de mulheres muito magras.

O jornal "Folha de São Paulo" publicou esta semana um artigo no qual profissionais da saúde denunciaram que algumas das modelos que participaram do encontro tinham dificuldade até para caminhar com pesados sapatos plataforma.

Entretanto, a polêmica não estragou o sucesso da 28ª edição da SPFW, com espaços no pavilhão da Bienal do Ibirapuera e no Shopping Iguatemi.

Pelas passarelas paulistas desfilaram modelos internacionais como a holandesa Lara Stone, a canadense Gloria Loitz, a inglesa Alexina Graham e a russa Eugenia Kuzmina, além das estrelas brasileiras.

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