Moda

Christian Cota e Rolando Santana representam México na Semana de Moda de NY

Nova York (EFE).- O México esteve representado nesta quarta-feira (16) na semana de moda de Nova York por Christian Cota, que desde 2007 se firmou nesta indústria, e Rolando Santana, uma figura emergente.

Os dois apostaram na elegância em suas apresentações para a mulher na coleção outono-inverno.

"Terra incógnita" é a coleção com a qual Cota estreou no circuito oficial da semana de moda no Lincoln Center, com 40 peças compostas por calças, sobretudos longos e curtos, vestidos e saias longas, todos com cortes assimétricos.

"Nesta temporada, me inspirei um pouco mais no dia, deixando a noite para trás. Ainda tenho as peças com drapeados com as quais comecei. Queria que a mulher desta temporada se centrasse no exterior e na vida diária", disse o estilista à Agência Efe.

Cota optou pelas cores terra, vermelho-vivo, dourado, verde, cinza e bege, misturadas a elementos inspirados no Tibete, com a proposta de as mulheres se vestirem com peças para o ar livre na temporada de inverno - "cobertas, mas cômodas" - acompanhadas por sapatos planos.

"Inspirei-me muito na roupa utilizada para fazer alpinismo. A musa desta temporada é uma mulher muito mais aventureira, que gosta da natureza. O espírito é mais prático, embora também haja muitos elementos de glamour", disse Cota, que pela primeira vez usou peles, que combinou com lã e outros tecidos.

O estilista assegurou que apesar de sua coleção estar dirigida mais para o dia, segue pensando em uma mulher que gosta de se ver bem o tempo todo.

Já seu compatriota Rolando Santana apresentou sua coleção com muitos vestidos de tons escuros de corte clássico sobre o joelho, nos quais o toque sensual foi dado pelos decotes, tanto nas costas como na parte da frente.

"Usar silhuetas clássicas é uma forma de trazer o glamour dos anos 40 e 50 a 2011. Acho que as mulheres buscam uma volta do clássico", disse Santana.

O mexicano se inspirou no pintor Philip Guston, uma das figuras centrais do expressionismo abstrato americano na década de 50.

"Quero que minha coleção alcance mais público e é importante ter todas [as mulheres] em mente", disse o estilista à Efe.

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