Moda

Joalheira encerra a semana da Alta-costura de Paris

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Visitante observa as joias da Dior expostas durante a exibição da maison que faz parte do calendário da semana da Alta-costura de Paris (07/07/2011) imagem: Maya Vidon/EFE

Lola Loscos

Paris, 7 jul (EFE).- A apresentação das novas coleções de Alta Joalheria da praça Vendôme, epicentro mundial deste ramo, encerraram nesta quinta-feira as jornadas inauguradas na segunda-feira com os desfiles de Alta Costura para a temporada Outono-Inverno 2012.

Uma única coleção oficial, a do estilista Azzedine Alaïa, realizada em sua sede parisiense, no Marais, e duas previstas no calendário paralelo da haute couture de Paris por Yiqing Yin e Fabien Rozan se somaram à agenda do dia, junto a outros eventos como uma exposição organizada por Hiroko Koshino no Hall des Maréchaux do Museu das Artes Decorativas sobre o universo criativo, união de moda e arte.

Alaïa (Tunísia, 1940) apresentou seu desfile após um hiato de oito anos, embora não tenha deixado de vestir algumas de suas clientes mais famosas, a top model Naomi Campbell, a esposa do presidente francês, Carla Bruni Sarkozy, e a primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama.

A inspiração veio da matéria, do tato, para fundamentar mais o seu trabalho com o que tem a ver com o olho e a mão do que com o cérebro e as referências culturais frequentes no grêmio.

É "como um trabalho de instinto, de artista, de escultor", declararam à Agência Efe seus colaboradores, que hoje receberam cerca de 250 convidados, entre eles, a cineasta Sofia Coppola.

O veludo bordado, trabalhado, com inserções e misturas de texturas, além do couro envernizado elaborado como pele de crocodilo, foram dois materiais que protagonizaram a coleção. Ambos estavam presentes em jaquetas, saias até o joelho, casacos e vestidos para noite tingidos de preto, cinza, bordeaux, branco, vinho e verde.

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    Visitante observa peças da Chaumet expostas durante a exibição da joalheria que faz parte do calendário da semana da Alta-costura de Paris (07/07/2011)


No terreno do diamante, do ouro branco e da arte mais delicada da joalheria, a Dior e a Chanel, duas grandes marcas de haute coulture com atividades no setor, continuaram suas apresentações lançadas na segunda-feira. Já a Chaumet apresentou à imprensa uma coleção de 200 anos de relojoaria que será aberta ao público nesta sexta-feira e continuará até 29 de julho.

No salão central, patrimônio nacional construído em 1777, reina um diadema de 1810, criado "ao gosto" da imperatriz Josephine, sua primeira musa, a primeira embaixadora e a primeira mulher que levou esse tipo de joia, especialidade da grife,informaram à Efe seus porta-vozes.

Na vizinha Maison Boucheron, safiras, esmeraldas, ouro branco, cristal, ópalos da Austrália, rubis, turquesas, pérolas e diversos diamantes configuram as 19 peças inspiradas em lugares míticos do Mediterrâneo, como Isola Bella, Capriccioli e Aiguebelle, para falar da "Dolce Riviera".

O tema mediterrâneo foi pretexto para que a cor, impressa em pedras de azul intenso, rosa ácido e verde esmeralda, ocupe este histórico estabelecimento joalheiro, atualmente propriedade do grupo francês PPR, que fundou em 1858 Frédéric Boucheron e que em 1893 abriu a primeira joalheria da praça Vendôme.

No mesmo lugar, abriram anos depois a Van Cleef & Arpels, empresa que viu nos "bailes de lendas" o objeto de desejo de sua nova coleção.

"Momento de ostentação e harmonia", que se desenvolve em um marco refinado e prestigioso, cheio de elegância indumentária. O baile é, além disso, uma oportunidade da sociedade exibir as joias de família e as últimas aquisições.

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