Moda

Alta-joalheria de Dior, Chanel e Bvlgari encerra com brilho a semana de moda

De Paris

Na semana da moda de Paris, que termina nesta quinta-feira (4), a alta-joalheria chamou atenção pela cor de Dior, o leão veneziano da Chanel e as referências da Bvlgari à Cleópatra de Elizabeth Taylor em 1963.

A Dior encheu de cor seus pendentes, braceletes, gargantilhas e anéis que sobressaíram sobre tons de ouro ou prata com pedras preciosas, refletindo brilhos primaveris.

"Cher Dior" é o título da coleção de 21 peças assinada por Victoire de Castellane, que surgiu como a continuação dos desenhos de "Dear Dior", apresentados há um ano como uma carta ao fundador da casa.

Foram necessários 12 meses para que a ideia ganhasse forma como os modelos apresentados nesta semana da alta-costura, em que se destacam os brincos longos e os anéis com forma de flor.

Desta vez, Castellane recorreu a diamantes, esmeraldas, rubis, grenás e turmalinas Paraíba para desenhar contrastes cromáticos que unem o laranja e o azul, o verde e o rosa, em uma composição que faz com que cada peça seja única, inclusive em um par de brincos.

Assim como uma peça da alta-costura, os detalhes das joias que não ficam à vista são elaborados com o mesmo cuidado que o resto, e assim os filamentos de ouro reconstroem um bordado "plumeti" no suporte.

O leão se consagrou como o símbolo da coleção de alta-joalheria de Chanel, que reúne 58 peças que vão de um anel de 30 mil euros (R$ 87,2 mil) a um colar de 3,3 milhões de euros (R$ 9,7 bilhões).

Com o animal, a grife homenageia Veneza, cidade em que Coco Chanel se refugiou em 1920 após a morte de Boy Capel, por quem era profundamente apaixonada.

A água dos canais se reencarna na cascata de diamantes de uma gargantilha, e os mosaicos bizantinos da basílica de São Marcos dão volume a várias peças, enquanto os pérolas multicoloridas e as estrelas conservam o estilo da marca.

A esfera de um relógio-bracelete surge entre as pedras preciosas, e a cabeça do felino se desprende de um colar para ser usada como broche.

A Bvlgari, por sua vez, celebrou o 50º aniversário do filme "Cleópatra", de Joseph L. Mankiewicz, quando surgiu o romance entre Elizabeth Taylor e Richard Burton, com uma nova coleção de joalheria, "Diva", cujo rosto é Carla Bruni-Sarkozy.

A casa se inspirou na maquiagem dos olhos da rainha do Egito, que se alarga em forma triangular, para reproduzir o motivo em colares, pendentes, anéis, relógios e bolsas-joia.

As peças da Bvlgari estão tão ligadas ao clássico da história do cinema e com Elizabeth Taylor que Burton chegou a dizer: "Eu introduzi Liz ao mundo da cerveja. Ela me ensinou o que era Bvlgari. A única palavra que sabe dizer em italiano é Bvlgari".

Nos óculos de sol, os triângulos com diamantes remeteram aos cílios das divas dos anos 1960 e, junto com as plumas, emularam máscaras do carnaval de Veneza.

O luxo chegou este ano a novos nichos, como demonstra Savelli, que lança sua coleção de celulares-joia, com incrustações de diamantes em ouro rosa de 18 quilates. 

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