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Compra de cosméticos pela internet cresce 22 pontos percentuais em dois anos

SÃO PAULO – Mais de 90% dos internautas brasileiros já compraram produtos no e-commerce. Entre os produtos mais procurados estão os cosméticos, cuja venda online cresceu 22 pontos percentuais nos últimos dois anos, saltando de 29% em 2009, para 51% em 2011.

De acordo com o coordenador do 2º Estudo Global do Neoconsumidor da GS&MD – Gouvêa de Souza, Luiz Goes, “a consolidação do canal e-commerce está mudando o comportamento de consumo dos consumidores”, explica.

Mesmo com o aumento das vendas desses produtos nas lojas virtuais, as lojas físicas se mantiveram na preferência dos consumidores de cosméticos. Tanto em 2009 quanto em 2011, 91% dos internautas compravam cosméticos em lojas físicas. “Apesar do grande crescimento, a loja física ainda é a grande preferência do consumidor”, explica Goes.

Online x offline
No setor de eletrônicos, enquanto as vendas online cresceram, de 56% para 76%, nas lojas físicas houve queda de seis pontos percentuais, caindo de 94% para 88% em 2011. “Apesar das lojas físicas ainda terem espaço, o consumidor está incorporando em sua vida a compra online”, afirma o coordenador.

Na categoria que reúne vestuário, calçados e acessórios, as compras pela internet cresceram, de 22% em 2009 para 43% em 2011. Nas lojas físicas, a busca pelos mesmos produtos teve redução de cinco pontos percentuais, caindo de 98% para 93%, em 2011.

Os alimentos também apareceram entre os produtos comprados pelos consumidores brasileiros no e-commerce. Em 2009, 28% dos brasileiros compravam esse tipo de produto pela internet; em 2011, foram 34% que afirmaram ter esse hábito. Nas lojas físicas houve queda de cinco pontos percentuais, passando de 97%, em 2009, para 92%, em 2011.

Perspectiva
No primeiro semestre de 2011, o e-commerce brasileiro teve crescimento de 24%, se comparado ao mesmo período de 2010. “Em 2011 esperamos um crescimento de 40% no e-commerce, em relação a 2010”, afirma Goes.

Apesar de esperar crescimento das lojas virtuais, o coordenador explica que esse cenário não deve influenciar negativamente nas lojas físicas. “Mesmo com o crescimento das lojas virtuais, não é previsto o desaquecimento nas lojas físicas”, completa.

Para Goes, mesmo sem risco de desaquecimento, a tendência é de que as lojas deverão trabalhar multicanais. “As lojas [físicas] terão de trabalhar com alguns outros caminhos, como comprar no e-commerce e retirar na loja física mais próxima”, aconselha.

Na perspectiva para 2012, “é esperado um crescimento de 30% no e-commerce, em cima de 2011”, afirma Goes.

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