Desfiles

Francesas vão passear em Cuba em desfile glamuroso e retrô de Samuel Cirnansck

CAROLINA VASONE
Do prédio da Bienal

Marinho e branco. "Ne me quitte pas" em ritmo cubano. Três carros antigos na passarela e o clima glamuroso retrô estava criado para o verão de Samuel Cirnansck.

Inspirado pelos anos 40 na alfaiataria, com pantalonas de cintura, paletós de ombro marcado, pela Cuba chique e pela sensualidade francesa, Cirnansck caprichou nas cinturas marcadas com base em corsets que abriam em babados curtos, valorizando ancas arredondadas em saias justas, nos vestidos justos do peito ao joelho, bordados de paetês como o amarelo tomara-que-caia com bolso de alfaiataria ou o conjunto de patchwork de risca-de-giz com estampa que lembrava azulejo antigo, com formas geométricas, no corset e na saia justíssimos em marinho e branco.

Muito gracioso, o verão do estilista ainda contou com a presença da cantora de origem cubana, Marina de la Riva, para revelar, dentro de uma atmosfera extremamente feminina e cuidadosamente sensual, a técnica apurada já conhecida em seus vestidos longos de noite (e de noiva, que fazem a fama do estilista), transposta para peças mais curtas, um pouco mais casuais, mas ainda não tão casuais quanto a também ótima minicoleção de jeans e tricôs que apareceu só na entrada final do desfile.

Para finalizar, os longos de noite em tons aquarelados que misturavam azul com verde água, rosa puxado ligeiramente para o lilás, em pregas com aspecto de babados, formando volumes interessantes, tanto usadas horizontalmente quanto em outras direções.

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