Desfiles

"Encaixotado", inverno da Osklen tem conceito e roupa

CAROLINA VASONE

Editora de UOL Estilo

Uma das marcas com mais qualidade de criação de moda do país, a Osklen novamente traz roupa “pensante” para o próximo inverno, desta vez com uma nova proposta em relação ao seu estilo: sai o maleável, entra a estrutura; recortes estufados criam volumes e “encaixotam” o inverno da grife, numa imagem impactante e conceitual. 

  • Alexandre Schneider/ UOL

    Coleção de inverno da Osklen é apresentada durante o primeiro dia de desfiles no SPFW

Mas nem tudo é conceito na passarela de Oskar Metsavaht, dono e diretor criativo da Osklen. A geometria maximizada do início do desfile, com o body feminino estufando retângulos no bumbum da modelo, criando formas parasitas ao corpo, aumenta de proporções até diminuir e perder a rigidez, para se insinuar em peças mais adiante, mais comerciais e usáveis. Antes disso, porém, a sunga, em feltro de lã, aparece dura, como armadura. O mesmo acontece com as “hot pants” (os shortinhos curtíssimos, como calcinhas), usadas com tops que, em dupla, fazem as vezes dos biquínis. (continua...).

 

As pernas e braços balançam soltos dentro das estruturas geométricas das roupas da primeira série, a de feltro de lã em preto. Depois, há alternância entre o que é conceito e o que é usável, com desdobramentos como o do vestido curto com ombreira dura estilo caixote e alça cruzada atrás, na estampa batizada de “tropix”. E também da camiseta masculina estampada, com duas caixas estufadas na frente.

 

Depois da geométrica, o supertricô, com vestidos de capuz que fazem as vezes de grandes pullovers para os homens, em listrados com roxo, lilás, amarelo, no fundo preto. O tressê de palha de seda também protagonizou bons looks, como a camisa sem manga masculina, o vestido de manguinhas duras feminino, na boa série em marrom que incluiu peças também em shantung de seda. Menos impactantes, talvez pela cor, as roupas da última série em creme. 

 

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