Desfiles

Arquitetura de Lina Bo Bardi inspira coleção geométrica da Maria Bonita

FERNANDA SCHIMIDT

Do prédio da Bienal

As construções arrojadas em concreto pensadas por Lina Bo Bardi entre as décadas de 50 e 90 foram o ponto de partida para a nova coleção da Maria Bonita, apresentada em desfile na manhã ensolarada desta segunda-feira (18), no SESC Pompéia, obra de Bo Bardi.

  • Alexandre Schneider/ UOL

    Modelos desfilam looks da Maria Bonita no Sesc Pompéia durante o sehundo dia do SPFW

A arquitetura marcada por vigas aparentes foi transposta pela estilista Danielle Jensen para as peças deste Inverno 2010, por meio de costuras expostas, que conectavam blocos de tecidos, como um patchwork.

 

A geometria prevaleceu nas formas, com quadrados e círculos nos tecidos e aplicações. Fendas recortavam as peças, e expunham pele e ocasionais sobreposições. Estes recortes, muitas vezes, produziam também proporções assimétricas, com destaque para os ombros nos vestidos.

 

A cartela de cores acompanhou o cinza das construções de Bo Bardi, em versões concreto e asfalto, com incursões pelo azul claro, verde musgo, vermelho e preto. A alfaiataria teve destaque em vestidos e conjuntos, de caimento reto, como o desfilado pela modelo Carmelita.

 

O corte predominantemente reto, com volume um pouco solto, ganhou também a companhia de calças levemente afuniladas por punhos, como nas peças revestidas por miniquadrados vazados. Um maior volume apareceu pontualmente nos capuzes, usados nos casacos lisos.

 

A coleção da marca também abriu espaço para as transparências, em tules metalizados em tecido tecnológico.

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