Desfiles

Amapô e Fernanda Lima: dá para ser alternativo e fazer sucesso (ou vice-versa)

CAROLINA VASONE

Do prédio da Bienal

Fernanda Lima abriu o desfile da Amapô. Alguém poderia se perguntar o que uma apresentadora global, uma celebridade enfim, faz num desfile de uma marca alternativa à moda pasteurizada vista na televisão. A imagem fala por si: a beldade num tubinho azul listrado, justo no corpo, cortado por zíperes mostra como dá para ser criativo e popular. Ou alternativo e fazer sucesso.

  • Alexandre Schneider/ UOL

    Pitty Taliani (à esq.) e Carolina Gold, estilistas da Amapô, de mãos dadas com Fernanda Lima

Está certo que a primeira peça do desfile era apenas um aperitivo, mais digerível aos olhos do grande público, do que o que veio a seguir. Ainda assim, tirando as mangas super volumosas e amassadas dos vestidos curtos (um deles inteiro de zíperes levantava a curiosidade: será que dava para tirar as mangas ao abrir um deles?) e alguns volumes mais excessivos, havia muito para vestir e se divertir na coleção para o próximo inverno.

 

Nas saias curtas, tecido amassado, pontudo, criava um diferente movimento. A cintura alta foi evidenciada com uma boa sacada de styling: o blazer usado para dentro, como se fosse camisa. Os zíperes aparecem em vários momentos enfeitando as peças, fechados, como na bermuda masculina listrada em tons de azul ou aberto, como no casaco estilo casaca feminino também listrado.

 

Os paletós são destaque na coleção feminina e também na masculina. Na estamparia (duas delas assinadas por Fabio Gurjão), xadrez em preto e acinzentado manchado, estampa multicolorida em tons mais quentes e a estampa do jornal criado pela dupla de estilistas da grife, Carolina Gold e Pitty Taliani, com textos de jornalistas e pessoas do mundo da moda e distribuído na sala de desfile.
 

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