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Águas de março fechando o verão

Depois de tantas chuvas no verão, será que em março teremos ainda mais? Hora H desta semana entrevistou o meteorologista Celso Oliveira para entender as razões deste aguaceiro todo e o que devemos fazer em caso de tempestade de acordo com Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de São Paulo. De quebra, temos um álbum com roupas e acessórios para enfrentar, como cantaram Tom Jobim e Elis Regina, as “Águas de Março”.

Guarda-chuvas vendidos na Avenida Ibirapuera em São Paulo

DICAS DE ROUPAS E ACESSÓRIOS PARA DIAS DE CHUVA

“Desde 1947 não tínhamos um período tão chuvoso em São Paulo. O que aconteceu não foi um fator isolado. Tivemos o El Niño, um fenômeno que ocorre no Oceano Pacífico irregularmente em intervalos de dois a sete anos, com uma média de tres a quatro anos de duração, que acabou provocando chuvas excepcionais na América do Sul e secas na Indonésia e Austrália. Ao mesmo tempo, o Oceano Atlântico estava com a temperatura mais alta, o que fez com que a água evaporasse mais rapidamente e a com umidade maior, tivemos mais chuvas. O crescimento desordenado da cidade é outro fator que deve ser levado em conta”, explica Celso Oliveira.

A mancha urbana da cidade teve um crescimento muito acelerado nas últimas décadas. O grande número de edificações, asfalto, concreto, telhas, solo impermeável, pouca vegetação, são responsáveis pelo aumento de temperatura em certos locais urbanos, conhecidos como ilhas de calor.

“A poluição também contribui porque é uma ótima agregadora de água. Para completar o quadro, chuvas extraordinárias aconteceram desde agosto do ano passado, deixando o solo e os rios com níveis de água acima da média. Resultado, muitas chuvas medianas em janeiro fizeram estragos maiores que os normais”, de acordo com Oliveira.

Em março, São Paulo terá um período sem chuvas entre os primeiros dez dias e nos últimos do mês. Isso não significa que no meio não teremos grandes temporais. A novidade, segundo o meteorologista, é que as chuvas estão se deslocando para regiões que estavam sofrendo com um período de seca muito grande, como Espírito Santo, Bahia e Minas Gerais.

Ou seja, os cuidados com chuvas e raios ainda não devem ser descartados. Enquanto o tempo ruim dá uma trégua, é uma boa hora para adquirir roupas, calçados e acessórios impermeáveis que vão ajudá-lo a se proteger por um bom período.

É claro que quando a situação apertar, a gente sabe por experiência que nem guarda-chuva resolve. A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de São Paulo tem uma série de cartilhas que servem para informar de maneira clara o que fazer em caso de tempestades e enchentes, como por exemplo:

Como se proteger das tempestades
1. Abrigue-se em uma casa, edifício ou em alguma instalação subterrânea, como o metrô.
2. Caso esteja em um veículo, não saia. Feche os vidros e não encoste nas partes metálicas;
3. Evite lugares abertos, como estacionamentos, praias, campos de futebol, etc.;
4. Se estiver no mar, rio, lago ou piscina, saia imediatamente;
5. Mantenha distância de objetos altos e isolados, como árvores, postes, quiosques, caixas d’água, etc.;
6. Afaste-se de objetos metálicos grandes e expostos, como tratores, escadas, cercas de arame, etc.;
7. Evite soltar pipas e não carregue objetos, como canos e varas de pesca;
8. Evite andar de bicicleta, motocicleta ou a cavalo;
9. Se não houver nenhum abrigo por perto, fique agachado com os pés juntos até a tempestade passar. Não deite no chão.

Cuidados em casa durante a tempestade:
1. Afaste-se de aparelhos e objetos ligados à rede elétrica, como TVs, geladeiras e fogões;
2. Evite utilizar o telefone (a menos que seja sem fio ou celular);
3. Afaste-se de janelas, tomadas, torneiras, canos elétricos e evite tomar banho.

Verdades sobre as tempestades:
1. As descargas elétricas acontecem na maioria dos temporais;
2. Os raios são mais comuns no verão, mas podem ocorrer no inverno;
3. O raio pode cair duas ou mais vezes no mesmo lugar e normalmente atinge o objeto mais alto de um determinado local;
4. Os raios podem matar.

(Colaboração: Prof. Dr. Alexandre Piantini – IEE / USP)

Tenha sempre anotado os seguintes telefones para usar em caso de urgência:
Defesa Civil: 199
Bombeiros: 193
Polícia Militar: 190

Hora H agradece a colaboração de Celso Oliveira, meteorologista da Somar Meteorologia e a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de São Paulo e Paula Baraldi
 

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