Moda

Pedro Lourenço estreia em Paris com primeira fila de poderosos da moda

ANA CLARA GARMENDIA

Colaboração para o UOL, de Paris

A estreia do jovem estilista brasileiro Pedro Lourenço nas passarelas francesas, na noite desta sexta-feira (5), no Westin Hotel, região nobre de Paris, foi em “grand style”, como diriam os locais.

 

Com apenas 19 anos, Lourenço fez sua primeira apresentação na capital mundial da moda em plena semana de Paris, em desfile paralelo à programação oficial do Outono/Inverno 2010/11, com o louvor de ter reunido na suntuosa sala do Westin alguns dos principais nomes que movem o motor da moda.

 

As editoras-chefe da “Vogue Paris”, Carine Roitfeld, e “Vogue Japão”, Anna delo Russo, a jornalista britânica Hillary Alexander, do “Telegraph”, o editor europeu da "Vogue America", Hamish Bowles, e o fotógrafo norte-americano Michael Roberts esquentaram a primeira fila da apresentação. Entre os convidados menos estrelados, estavam representantes do blog The Moment, do jornal “The New York Times”, que contaram pelo Twitter, da sala de desfile, terem descoberto Lourenço ainda aos 14 anos.

 

Pode-se dizer que é um caso raro esses nomes terem ido espiar o que o brasileiro está fazendo, em uma semana cheia de eventos, desfiles e compromissos. Se esses poderosos da moda foram ver o desfile de Pedro Lourenço, fora do calendário oficial da semana parisiense, é possível afirmar que o garoto é uma promessa já consolidada. Os olhos desta turma não se viram para onde não haja expectativa de boas criações.

 

E a oportunidade de Pedro Lourenço parece não ter sido jogada fora. Todos os convidados ficaram até fim, aguardando a fila de modelos e o aceno de Lourenço, sorridente na boca de cena. Às vezes, quando não existe aprovação do que está sendo apresentado, alguns famosos levantam-se e saem antes mesmo do término do desfile.

 

Na passarela, o estilista mostrou a habilidade em misturar couro com tecidos leves. Sua coleção proposta para o Inverno de 2010/11 é preta e bege, com muito trabalho de recortes nas peças. A pegada geral é visivelmente futurista.

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