Moda

Juliana Jabour engrena em nova fase pós-malharia com Caribe "cool"

CAROLINA VASONE

Editora de UOL Estilo, do Rio

  • Akexandre Schneider/UOL

    Peças listradas em vermelho e creme saíram-se bem na nova fase de Juliana Jabour

Já há algumas temporadas, Juliana Jabour tenta se distanciar da malharia, sua até então marca-registrada, responsável pelo sucesso de sua grife entre meninas ricas e informadas em termos de moda, que consumiam vorazmente seus vestidos sensuais e "cool". No Verão 2011, enfim, a estilista alcança sucesso nos tecidos alternativos à malha, em coleção colorida, curtíssima, não óbvia em sensualidade.

Sem celebridade na passarela (Fernanda Lima foi sua garota-propaganda em alguns desfiles), com pouca malha - o paletó e o macaquinho sujos, estonados em marrom e bege foram exceções  -, a designer usou bastante algodão, linho, shantung de seda, sarja e tafetá, com modelagem com foco nos ombros, bordados, quadrados, em mangas curtas. Os babados apareceram mais óbvios nos modelos conhecidos da estilista, como o tomara-que-caia curto justinho em verde menta claro, com babado saindo da cintura, quase como um saiote. Já as peças listradas em vermelho e creme, em estampa tipo pirulito, saíram-se bem, mesmo com babado.

Em termos de novidade dentro do próprio repertório, a primeira parte do desfile foi a mais bem-sucedida, nos looks em jeans com zíperes, em branco sujo (off-white) com bordados, nos casacos com franzido na barra e nos modelos de estampa pirulito. Na parte floral mais forte, do final do desfile, peças simpáticas, divertidas, com alusão à inspiração caribenha da estilista.

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