Moda

Ex-colaborador da LV, estilista macedônio fala sobre novo "status" do tricô

CAROLINA VASONE
Editora de UOL Estilo

FERNANDA SCHIMIDT
Da Redação

O estilista macedônio Risto Bimbiloski desenvolveu tricôs para as coleções masculinas da Louis Vuitton e trabalhou como consultor da maison francesa por quatro anos antes de se dedicar exclusivamente à marca que leva seu nome. Na semana passada, esteve em São Paulo para uma palestra organizada pelo evento Pense Moda em parceria com a revista “Elle”.

Criada em 2007, a grife é sediada em Paris, onde o estilista mora. O desfile acontece há cerca de dois anos na semana de moda de Nova York. A matéria-prima é toda comprada na Itália. E a confecção, feita na Macedônia, na fábrica dos pais de Risto, que têm tradição no ramo da tecelagem. "É mais caro do que fazer na China, mas mais barato do que na Itália", diz, sobre a mão-de-obra conterrânea, que passou por "workshops" para entender o processo de confecção de suas coleções. 

Em entrevista ao UOL Estilo depois da palestra - em que falou sobre sua trajetória profissional - Risto comentou sobre o novo "status" do tricô, especialidade que lhe rendeu a parceria com a Louis Vuitton e usada na maior parte das peças de sua marca própria. "A moda hoje favorece este casamento entre o casual e o sofisticado", diz, em resposta a um comentário das entrevistadoras de que hoje o tricô é usado não só no dia-a-dia mas também à noite, em festas e ocasiões que pedem produções mais elaboradas. "Para mim, porém, o tricô é atemporal", salienta.

Nascido numa pequena cidade da Macedônia, próxima de onde foi filmado "Antes da Chuva" (1994), do macedonio Milcho Manchevski, um de seus diretores preferidos, Risto diz buscar referências não só no cinema mas na música (é fã do grupo Sonic Youth) e também na natureza. 

Embora saiba que sua nacionalidade e sua vivência na Macedônia até os 17 anos (quando deixou o país rumo a Paris, para estudar moda) influenciem em seu trabalho, ele acredita que isso aconteça de maneira indireta. Sobre a moda macedonia, inclusive, sabe dizer pouco. “É muito local e tem tradição em alfaiataria”, afirma. “Sei que existe uma semana de moda, mas nunca participei. Tenho a impressão de que as pessoas acham que não sou acessível.”  

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