Moda

Moda praia investe em exportação e roupas para driblar baixa temporada

FERNANDA SCHIMIDT

Enviada especial ao Rio

Fora das passarelas nesta temporada carioca de desfiles, a moda praia comercial não deixa de ser fabricada, exposta ou vendida para o Inverno 2011. No Fashion Business, evento voltado para lojistas e concorrente do Rio-à-Porter (salão de negócios do Fashion Rio), por exemplo, marcas do nicho litorâneo procuram driblar a baixa temporada e manter a rotatividade de sua produção, ainda que em um fluxo menor, é claro.

“Não é que moda praia não vende no inverno, existe um peso diferente. É 30% [do total das vendas do ano]”, disse Maria Luiza Macedo, diretora comercial da Vix, grife da capixaba Paula Hermmanny, sediada em San Diego, na Califórnia, que conta com 1.900 pontos de venda pelo mundo e desenvolve modelos para a Victoria’s Secret.

Segundo a estilista Despina Filios, da marca petropolitana Despi, “é muito difícil para uma fábrica, com custos fixos anuais, vender só em uma estação”. Até o último ano, Despina supria este período de demanda mais escassa no Brasil exportando para os setentrionais Estados Unidos, Europa e Japão, todos em pleno verão. Neste inverno, a estilista resolveu criar sua primeira coleção como complemento às vendas para o exterior, que arrematam 70% de sua produção. “Em Estados como o Rio de Janeiro, você tem a praia bem na sua frente. É impossível de resistir”, disse ela.

Para a grife carioca Lenny, que tem no Brasil seu maior público consumidor, a saída encontrada durante os meses de clima fresco é investir nas roupas, que nesta coleção incluem calças, blusas, camisas, vestidos e até um trench coat, de tecido mais leve, pensado para o inverno ameno de boa parte do país. “Fazemos uma coleção mais curta, com 60% de roupa e 40% de moda praia. No verão, a proporção é invertida”, disse Márcia Parreiras, diretora da Lenny.

Esta também tem sido a aposta da Vix, que há dois anos procura ampliar sua oferta de saídas de praia especialmente para as consumidoras brasileiras, explicou a diretora comercial da marca. “Estamos fazendo mais ‘cover ups’ para atender as multimarcas que não vendem moda praia. Não precisa ter twin set nem calça de alfaiataria, é só dar um uso diferente para as peças. Você pega [uma saída de praia] e coloca com uma calça jeans, por exemplo, e pode sair na cidade”, disse ela.

Topo