Moda

Atualizada em 03.03.2015 14h20

Após alarde na internet, Renner retira peças com alusão neonazista de lojas

Montagem/UOL
Comunicado da Renner enviado à imprensa e colocado no Twitter; e "patch" similar ao usado em moletom vendido pela loja de departamento imagem: Montagem/UOL

Da Redação

A loja de departamento Renner anunciou nesta quarta-feira (16) que retirará de todos os seus estabelecimentos as peças da linha Blue Steel (uma das oito marcas trabalhadas pela Renner) que fazem alusão à banda neonazista Skrewdriver.

O alarde surgiu na internet na segunda-feira com foto postada no Twitter, por um jornalista carioca, de uma blusa de moletom cinza com um aplique bordado – os famosos “patchs” – com o logo da banda, composto por uma águia e duas letras S sobrepostas, lembrando a Schutzstaffel, grupo paramilitar criado pelo regime de Adolf Hitler, apelidado de SS. A foto, da peça na arara, ganhou repercussão nas redes sociais e blogs.

Em comunicado oficial, a Renner lamentou o ocorrido e disse reafirmar “seu compromisso de sempre repudiar qualquer tipo de discriminação”. Antes de falar à imprensa, a empresa já havia se manifestado no Twitter.

"A Renner conta com mais de mil fornecedores e produz milhares de estampas. Por maiores que sejam nossos controles, lamentamos o fato ocorrido", disse a empresa no microblog.

Os produtos da Skrewdriver são facilmente encontrados em sites neonazistas, como o mantido em homenagem ao britânico Ian Stuart, vocalista da banda. O grupo, criado em 1976, foi um dos principais representantes, na música, do movimento "white power". Uma de suas primeiras músicas gravadas, "Street Fight", pedia a morte dos comunistas e exaltava os skinheads: "Os vermelhos vão perder seu poder, os skinheads vão dar o tom (...)/ O orgulho de ser um homem branco, indo atrás do sangue comunista", diz a letra.

Pouco antes das 15h, a Renner afirmou que todos os casacos estampados com o "patch" já haviam sido retirados das araras.

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