Moda

Maria Bonita mistura contemporaneidade e artesanato, Portugal e Brasil

Da Redação

Ficha técnica

Inspiração: Tradições da artesania portuguesa
Tecidos: Tricô com seda, linho com malha, crochê
Formas: Padrões geométricos
Cores: Crus, brancos
Direção criativa: Danielle Jensen
Estampas: (por Luciano Ferreira)
Estilo: Annelise Carvalho, Douglas Almeida, Eliana Carvalho, Luciano Ferreira, Renata Muller e Aline Spencer
Styling: Pedro Sales
Direção de desfile: Daniela Thomas
Trilha Sonora: Dudu Dub

Beleza: Celso Kamura
Cenário: Daniela Thomas

Nota da editora: A inspiração não foi totalmente brasileira desta vez, como nas duas coleções passadas (o inverno, com tema da construção de Brasília, e o verão do ano passado, cuja referência eram as casas populares nordestinas do livro de Anna Mariani). Para o próximo verão, a mistura é da tradição portuguesa com imagens brasileiras. De qualquer maneira, estamos em família. O resultado que se vê na passarela é a prova de como é possível usar técnicas artesanais como o crochê (que, aberto, forma listras vazadas em dourado escuro nas peças em cru) e tecidos naturais como o linho de uma maneira inquestionavelmente contemporânea e urbana. Há muitos macacões em diversas versões nesta coleção basicamente em tom de cru, iluminada nas extremidades das roupas, como nas barras e detalhes em amarelo lima nos paletós, ou a estampa floral insinuada em detalhes como o cinto, na cintura alta do macacão. A partir da técnica de entremeio, estampas geométricas que remetem aos azulejos que compunham o cenário (e aos azulejos portugueses) apareciam em relevo na malha de linho de (outro) macacão de calça curta. Os vazados, com o do casaco azul turquesa, também merecem destaque pela beleza e qualidade. Finalmente, a roupa da Maria Bonita, com duas ou três exceções, é do tipo que merece ser vestida como é apresentada no desfile, com ousadia, alguma pele à mostra. Fica a dica para aquelas que, na loja, possam achar as peças muito comportadas ou sem sensualidade. (Carolina Vasone)

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