Moda

Em desfile paralelo, Pedro Lourenço mostra verão sóbrio e tropical em Paris

Marcio Madeira/Divulgação
Modelo desfila look de Pedro Lourenço em evento paralelo na semana de moda de Paris imagem: Marcio Madeira/Divulgação

DANIELA HINERASKY

Colaboração para o UOL, em Paris

Pedro Lourenço apresentou sua coleção Primavera-Verão 2012 na manhã desta quarta (28) em clima de uma agradável (embora fora de hora) primavera parisiense. A temperatura em torno dos 25 graus situou bem a coleção.

Na plateia, os pais do estilista (e também estilistas) Gloria Coelho e Reinaldo Lourenço acompanhados de fashionistas brasileiros e estrangeiros como a editora Lilian Pacce, a colunista da "Vogue Brasil" Donata Meirelles e a blogueira Susie Bubble, assistiram ao desfile do único brasileiro a desfilar - nesta temporada no calendário extra-oficial - na temporada prêt-à-porter de Paris.

Em sua coleção para o mercado estrangeiro, Pedro Lourenço repetiu o seu discurso de moda luxuosa nos acabamentos e materiais, para uma mulher “vraiment” (verdadeiramente) elegante. A inspiração vem, segundo o estilista, "em arquiteturas ecológicas nas grandes cidades". Nas roupas, recortes geométricos e formas retas, contrastes de tecidos em calças, coletes estruturados com golas altas, e em vestidos na "vibe" anos 1920. A mistura de textura remetia a um patchwork de moda sofisticada. Os sapatos eram de Alexandre Birman.

Alguns looks, com transparências sutis (tecidos-tela) quebraram a rigidez dos tecidos mais pesados, couros e napa. A coleção parece tecnológica e natural ao mesmo tempo, ao mesclar a luminosidade dos brilhos (prata, cobre e dourado) e os tecidos inteligentes com o lado artesanal e a rusticidade da palha, da juta, do linho, das sementes e do próprio couro.

É um glamour sóbrio mas não monótono: embora haja a predominância dos beges (e variações), cinzas, marrons, verdes e até prata discretos, Pedro dá uma chacoalhada na austeridade com amarelo-limão, azul turquesa e até rosa pink.

O destaque da coleção vai para os acabamentos em fecho de cobre e nas variadas e, por que não dizer, até discretas franjas, ora de couro, ora de canutilhos verde – uma forma bem criativa da reinterpretação da natureza (ou até brasilidade?)  na moda.

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