Moda

Relógios casuais e esportivos voltam à moda em versões sofisticadas

RICARDO OLIVEROS

Colunista do UOL

Depois de um período em que foi deixado um pouco de lado por culpa dos celulares (muitos homens passaram a usar o aparelho para ver as horas), o relógio volta a ocupar posição de destaque entre os objetos de desejo de consumo masculino.

Símbolo de "status" para alguns, acessório funcional para outros, peça de design que complementa o estilo pessoal para os mais antenados, o relógio do momento é uma releitura sofisticada dos modelos esportivos tão populares entre os homens. O problema é que no passado, o modelo extremamente informal não era tirado dos pulsos masculinos para nada, nem em situações mais formais, o que acabava por desvalorizar, o invés de valorizar o visual.

MERCADO

As fábricas de relógios no período de janeiro a maio deste ano foram responsáveis por US$ 274,3 milhões em vendas e representaram um crescimento de 71,62% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Um dos fatores deste superávit é que marcas conhecidas mundialmente estão sendo produzidas nesta região, o que fez com que os preços de mercado fossem reduzidos. 

O resultado poderia ser ainda mais expressivo caso a pirataria no setor não fosse tão grande. Para se ter uma ideia, os relógios ocupavam a quarta posição no ranking dos produtos mais falsificados para venda no país, de acordo com a pesquisa da Fercomércio-RJ feita junto a mil domicílios de 70 cidades do Brasil sobre os produtos piratas mais adquiridos no país em 2009. 

NOVOS MATERIAIS

Este formato de relógio ao mesmo tempo sofisticado e esportivo ganhou impulso com o uso de novos materiais como cerâmica, alumínio, revestimento emborrachado, pela mistura de metais considerados clássicos com outros esportivos. O design também avançou nesta direção, criando modelos que por um lado simplificam as funções dos esportivos e por outro fazem com que os clássicos ganhem ares casuais. O emprego de cores também colaborou para a criação de linhas que ficam no meio termo entre peças casuais e formais, por meio de tons mais sóbrios como o preto. 

Quem ganhou com isso foi o consumidor, que além de uma maior variedade de relógios, terá mais opções de uso e menos possibilidades de erro ao combiná-los com as diferentes ocasiões e roupas no seu dia a dia.

Topo