Moda

Mercado de revistas de estilo para os homens está crescendo; conheça quais são elas

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O mercado brasileiro e internacional oferece bons títulos para os homens interessados em ler sobre moda e estilo imagem: Divulgação

RIcardo Oliveros

Do UOL, em São Paulo

Durante anos, as revistas "Playboy" e "VIP" reinaram absolutas no Brasil para o homem que queria se informar em termos de estilo. Depois vieram a extinta "Vogue Homem", e hoje temos a "Alfa", a volta da "Status", e as versões nacionais de títulos estrangeiros como "Men's Health" e "GQ". Se os títulos cresceram três vezes mais nestes 30 anos, estamos longe do mercado internacional que possui mais de trinta títulos focados no tal “lifestyle” ("estilo de vida", em inglês) masculino. A coluna Hora H desta semana mostra, além dessas, quais são os títulos internacionais mais bacanas e comenta sobre o conteúdo que você pode ler em cada uma.

O mercado das revistas nacionais cresceu em média 5,1% na circulação, mostrando que a era digital não significa o fim do meio impresso. A constatação é do Instituto Verificador de Circulação (IVC), órgão responsável pela auditoria de jornais e revistas no país, que levou em conta o período de julho de 2010 a junho de 2011 em comparação com os 12 meses anteriores. O aumento foi impulsionado em maior escala pelo crescimento das vendas de publicações com preço de capa de até R$ 5, que avançou 8,7%, devido, principalmente, pelo sucesso da política econômica brasileira que proporcionou um maior poder de consumo das classes C e D. A média de circulação nos últimos 12 meses foi de 13,7 milhões de exemplares, novo recorde histórico para a auditoria da entidade.

Com o mercado editorial em alta, o número de revistas masculinas triplicou nos últimos 30 anos. A mais antiga publicação é a "Playboy", lançada em 1975, seguida pela "VIP", de 1981. Revistas internacionais de prestígio como "Men's Health" e "GQ" ganharam versões nacionais, e tivemos a criação recente de novos títulos como "Alfa" e o relançamento da "Status", uma revista clássica dos anos 1980. Por outro lado, perdemos títulos como "Vogue Homem" e "UM" (Universo Masculino) da Editora Símbolo, com curta duração. 

Um dado interessante foi a diversificação das revistas voltados ao público masculino. Se antes tínhamos a figura feminina na capa e conteúdo sensual ou erótico, o próprio mercado percebeu que existia um nicho de homens que paravam de comprar estas revistas depois de casados. Aliado ao bom momento econômico e ao interesse do homem com sua aparência, revistas de estilo, saúde e bem-estar começaram a aparecer como opções às revistas de informação como "Veja", "Isto É" e "Época".

O meio digital, dessa forma, não foi o vilão esperado e permitiu o crescimento de cada revista na internet, facilitando o acesso à informação e ampliando o interesse dos homens por estilo. Cada um dos títulos apresentados nesta matéria possui um site correspondente, com várias matérias e dicas interessantes - e de acesso livre.  

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