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Louis Vuitton inaugura loja-conceito em SP com bolsas sob medida de até R$ 117 mil

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Entrada da nova loja da Louis Vuitton, no shopping Cidade Jardim, de São Paulo. O espaço traz todas as coleções completas da grife de luxo francesa. Ao centro, a peça Açaí, umas das doze criadas pelos irmãos Campana especialmente para celebrar a chegada da "global store" ao Brasil imagem: Divulgação

Fernanda Schimidt

Do UOL, em São Paulo

A grife francesa de luxo Louis Vuitton continua a investir no mercado brasileiro ao inaugurar uma loja-conceito que reúne todas as coleções da marca e disponibiliza o serviço de bolsas feitas sob medida. O espaço, localizado no shopping Cidade Jardim, em São Paulo, é o 12º do tipo em todo o mundo e a primeira na América Latina.

Conhecida como “global store” (“loja mundial”, em inglês), a empreitada oferece as linhas femininas e masculinas da Louis Vuitton, com coleções prêt-à-porter, alta-costura e LV Cup, em referência à competição de iate organizada pela marca. Também estão disponíveis itens para viagem, livros e relógios, estes feitos na Suíça, com valores entre R$ 1 mil e R$ 120 mil.

O destaque, no entanto, fica para o espaço dedicado às bolsas feitas sob medida, ou “haute maroquinerie” no francês da Vuitton. O salão apresenta às clientes as diferentes opções de couro (inclusive crocodilo), cores, os detalhes em metal, gravação de iniciais etc. Ao todo, são 80 mil possibilidades de personalização, com preços que variam de R$ 19 mil a R$ 117 mil. As peças em crocodilo são mais caras e levam mais tempo para serem produzidas, cerca de um ano – as demais, em torno de cinco meses. Todas elas são confeccionadas em Paris no ateliê da grife. Segundo Marc Sjostedt, diretor da Louis Vuitton no Brasil, as clientes levam cerca de duas horas para escolher sua peça sob medida.

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    Espaço dedicado às bolsas sob medida, na nova loja da Louis Vuitton em São Paulo. Ao fundo, as clientes conhecem alguns dos modelos possíveis, enquanto que à esquerda pode ver opções de couro para sua bolsa personalizada. Há 80 mil possibilidades de escolha, com preços que variam de R$ 19 mil a R$ 117 mil

Participaram também da inauguração o presidente executivo mundial da Louis Vuitton, Yves Carcelle, e o presidente da grife na América Latina, François Rosset. Carcelle afirmou que os altos impostos no Brasil ajudam a forçar os clientes para compras no exterior. “Para a indústria seria mais fácil reduzir as taxas”, disse. Ele contou que o preço dos produtos por aqui são calculados a partir dos valores na Europa, somados impostos e custos com transporte. Questionado durante entrevista coletiva sobre uma suposta redução na margem de lucro da empresa para que a diferença entre os preços no país e no exterior fosse menor, o presidente da marca foi franco: “nunca esteve na nossa filosofia reduzir as margens”.

Para celebrar a nova loja, a grife lançou parceria com os designers Fernando e Humberto Campana, para uma coleção de itens para viagem, inspirados pelo Maracatu e criados a partir de retalhos de couro. Uma das peças está em exposição no espaço, enquanto que as outras 11 serão distribuídas por lojas ao redor do mundo.

A Louis Vuitton chegou ao Brasil em 1989 e está com planos de expansão. Além da “global store”, a grife abrirá nos próximos dois anos loja no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca, e em Curitiba. “Mesmo durante os altos e baixos, nunca desistimos deste mercado”, disse Carcelle.

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