Moda

Com espaço reduzido, marcas abrem mão de cenário para seus desfiles

Alexandre Schneider/UOL
Com uma sala preta, outra branca e sem tempo para montar cenário, marcas como Uma, Samuel Cirnansck e Tufi Duek apresentaram suas coleções em passarelas básicas imagem: Alexandre Schneider/UOL

Julia Guglielmetti

Do UOL, em São Paulo

Por anos o São Paulo Fashion Week ocupou o grande prédio da Bienal, com mais de 30 desfiles divididos em até quatro salas, em temporadas que duravam cerca de seis dias e aconteciam em janeiro e junho de cada ano.

Agora imagine uma mudança repentina, que inclui uma terceira temporada no ano. Foi o que aconteceu neste Inverno 2013, em uma transição do calendário que adianta as edições de janeiro para outubro e as de junho para março.

As marcas tiveram apenas quatro meses para preparar suas coleções e o maior evento de moda do Brasil foi reduzido a uma tenda no Parque Villa-Lobos, zona oeste da capital paulista, com apenas duas salas de desfile para 19 marcas participantes. O resultado? Pouco espaço e muita correria. Com a necessidade de dividir sala, as marcas perderam o tempo para preparar o cenário dos desfiles e estão apresentando suas coleções em passarelas-padrão.

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    Batalhão de homens uniformizados formam o cenário da Ellus

"No começo, eu torci o nariz, mas agora achei que ficou bom. Na semana de moda de Nova York também é assim", contou o diretor de desfiles Ruy Furtado. "São apenas duas salas, uma é preta e a outra é branca", disse sobre as opções dadas às marcas no calendário paulistano.

Furtado ainda contou que as marcas possuem apenas trinta minutos para personalizar suas passarelas e muitas optaram apenas por um fundo com o logo. "A Triton, por exemplo, queria um desfile escuro, mas caiu na sala branca. No nosso tempo curto, cobrimos a passarela de preto", completou.

Algumas alternativas rápidas e criativas ajudaram as marcas a incrementar os desfiles. Ronaldo Fraga criou sua passarela com luzes, já a Ellus colocou homens enfileirados no centro, João Pimenta optou esculturas e Lino Villaventura usou fumaça.

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    Ronaldo Fraga brincou com focos de luz para incrementar a passarela branca

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