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"Sinto que estou num lugar que não é meu", diz Cleo Pires sobre desfile

Alexandre Schneider/UOL
Cleo Pires na abertura do desfile da TNG para o Verão 2014 no Fashion Rio (17/04/2013) imagem: Alexandre Schneider/UOL

Fernanda Schimidt

Do UOL, no Rio

A atriz Cleo Pires estava apreensiva antes do desfile da TNG, do qual participa ao lado dos colegas de “Salve Jorge”  Domingos Montagner e Roberta Rodrigues, na noite desta quarta-feira (17) no Fashion Rio. Convidada para a passarela Verão 2014 da marca, Cleo é brutalmente honesta quanto à sua presença ali. “Sinto que estou num lugar que não é meu, uma intrusa”, disse a atriz em conversa ao UOL enquanto aguardava para ser maquiada.

A expectativa, disse ela, é completamente diferente à de um desfile no Carnaval, por exemplo – ela esteve na bateria da Grande Rio neste ano. “Lá, eu tinha uma função muito nítida para mim. Aqui, estou de personalidade da passarela. É desafiador. Não é tão racional, é uma sensação”, falou.

O possível desconforto também nada tem a ver com os 25 cm a menos que ela tem em relação às modelos profissionais. “Rola um pouco [o medo de cair]. Não sou a rainha do salto”, afirmou a atriz, que estaria pouco tempo depois sobre um sapato com grande plataforma na frente. “Sinto como se não estivesse pisando no chão”, explicou logo após saber como seria o trajeto na passarela.

Cleo não liga muito para o mundo da moda. ”Acho que nunca pedi uma dica. Gosto de usar preto, branco e cinza, gosto de coisas básicas que funcionam em qualquer lugar e a qualquer momento”, afirmou. Ela veste o que julga estar bom naquela hora, sem pensar muito em silhuetas, modelagens, se a peça vai achatar ou engordar. A matemática de seu estilo é simples: “Se olho e me acho bonita, beleza. Se acho estranha, não uso”.

Apesar do desapego, ela revelou uma paixão por botas. Pretas, brancas, com salto, sem salto, o que for. Para chegar ao desfile da TNG, ela escolheu uma peça branca, de bico mais fino e acabamento em escamas. As de couro ganham uma atenção especial no seu look. “Não consigo deixar de usar couro, por mais que eu defenda os animais. É um processo na minha vida. Eu me sinto mal. Não queria amar couro, mas eu amo. Já consegui abrir mão de várias outras coisas, mas disso não consigo”, contou sobre seus conflitos internos entre fashionismo e ativismo.

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