Moda

Fashion Rio foca no comercial e acerta no jeans

Alexandre Schneider/UOL
Looks masculinos para o Verão 2014 desfilados durante o Fashion Rio. Da esquerda para a direita, TNG, Herchcovitch e R.Groove imagem: Alexandre Schneider/UOL

Ricardo Oliveros

Do UOL, em São Paulo

A moda masculina do Fashion Rio esteve presente em sete coleções mistas, ou seja, marcas que produzem linhas para homens e mulheres e duas marcas exclusivamente voltadas para os rapazes. A semana de moda carioca apresenta uma moda mais comercial e teve como grande destaque o jeans, dentre os lançamentos de Verão 2014, desfilados entre 15 e 19 de abril na Marina da Glória.

O jeans é a peça mais democrática da moda, tem 160 anos, e foi criado por Levis Strauss nos Estados Unidos. A primeira vez que foi visto em uma passarela foi na década de 1970, no desfile da Calvin Klein, que foi duramente criticado pela ala mais conservadora da moda na época. Ele fez sua fama e fortuna com a peça por meio de propagandas ousadas, como a primeira com a jovem atriz Brooke Shields trajando uma calça jeans seguida da frase: “Você sabe o que há entre mim e a minha Calvin? Nada”.

No Brasil, o jeans virou objeto de desejo nos anos 1980 e 1990, com o sucesso de marcas como Fiorucci, Forum, Zoomp, Ellus, entre outras. Atualmente, o país produz mensalmente 25 milhões de metros de algodão denim, de onde sai o jeans, e movimenta R$ 8 bilhões por ano, segundo dados da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção).

É um bom sinal do mercado, quando as marcas apresentam as inovações em termos de jeans, porque no final das contas é isso que o público vai querer consumir. A variedade é grande e tem desde os jeans com efeito delavê, bem clarinhos, que prometem ser a sensação do verão, até os mais escuros, sem tratamento, conhecidos como “raw”.

Entre os efeitos especiais, temos o tingimento tie-dye, que faz com que o jeans ganhe aspecto manchado; o jeans com aspecto empapelado e toque macio; as sarjas mais leves e coloridas, especialmente em tons flúo; e os metalizados e resinados. Isto mostra que a indústria têxtil tem investido muito para oferecer aos estilistas novas matérias-primas para suas criações, e eles têm respondido à altura com boas coleções nesta área. 

Para os consumidores ecologicamente corretos, a Vicunha desenvolveu a linha ECO-D, que conta com poliéster derivado de garrafas pet recicladas em sua composição e tingimento que economiza 80% do consumo de água.

Topo