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Mercado plus size investe cada vez mais em tendências; conheça as marcas

Danielle Cerati

Do UOL, em São Paulo

Há alguns anos, roupas para gordos geralmente tinham uma cara senhoril e costumavam ser largas, de malha e em cores escuras. Hoje isso mudou e embora ainda haja carência no segmento de moda plus size, o mercado vem se atentando a um perfil de consumidor cada vez mais exigente e antenado.

Marcas têm se especializado na confecção de peças maiores inspiradas nas tendências mundiais, porém sem se esquecerem de atender às necessidades funcionais e adequações que sua clientela anseia. "Vejo cada vez mais empresas lançando linhas especiais. Sendo otimista, acredito que em 30 anos todas as marcas serão ‘all sizes’ e o termo ‘plus size’ não será mais necessário", diz Flávia Durante, criadora do Bazar Pop Plus Size, evento que acontece a cada três meses em São Paulo e reúne grifes autorais com espirito jovem e criativo para quem veste acima do 44.

Um dos responsáveis por esta mudança são as blogueiras de moda GG, que começaram a montar e postar looks realmente produzidos e descolados, mostrando que as gordinhas também podem ter estilo próprio e não simplesmente vestir uma calça legging com uma bata enorme. “A mulher contemporânea acordou e viu que ela não está errada por não se encaixar em um padrão. Errado está quem perpetua esta ideia e limita a diversidade”, completa Flávia Durante.

Além dos blogs, a internet ainda conta com lojas especializadas em tamanhos grandes que vêm se multiplicando. “A vantagem de comprar online, é que você não tem vendedora chata empurrando uma roupa que você sabe que não cairá bem. Você tem a opção de comparar preços e tirar dúvida pelas redes sociais. Além disso, é uma boa opção para quem mora longe dos centros urbanos e não dispõe de lojas especializadas por perto”, enfatiza Renata Poskus, consultora de moda e diretora do Fashion Weekend Plus Size, temporada de desfiles que integra o calendário de moda brasileira.

Para atender a este público, não basta apenas aumentar a quantidade de tecido. É preciso adaptar as peças fazendo cós que não enrolem quando a pessoa se senta, reforçando costuras para que não esgarcem no primeiro uso, escolhendo materiais adequados, que não marquem demais as gordurinhas ou fiquem transparentes a qualquer agachamento, que sejam confortáveis ao toque e possuam recortes e costuras que favoreçam o melhor aproveitamento do tecido e de sobras.

Veja marcas plus size que investem em looks descolados

  • Flaminga

    É uma multimarcas virtual que oferece produtos para o público feminino que veste do manequim 44 ao 60. O site dispõe de consultoria de estilo e vídeos com dicas de moda que ensinam a escolher o modelo no tamanho ideal. "Temos um formulário em que nossas clientes respondem a algumas questões para descobrir seu tipo físico", diz Cynthia Horowicz, sócia-diretora de planejamento estratégico da marca

  • Program

    Há 20 anos no mercado e com lojas em São Paulo, Curitiba, Salvador e Distrito Federal, a marca apresenta quatro coleções anuais norteadas pelas tendências de moda. "O trabalho de pesquisa para atender a este público é feito em bureaux internacionais e em visita às maiores feiras do mundo", conta Mônica Moraes, estilista da Program, que possui numeração do 44 ao 54

  • Morisco Lingerie

    Fundada em 1932, a marca é pioneira em lingerie no Brasil. "Para os modelos plus size, trabalhamos com os mesmos produtos que temos em linha, com as mesmas informações e tendências de moda, apenas com adaptações de modelagem", relata Gabriela Zaborowsky, diretora de marketing da Morisco, cuja graduação contempla manequins do 40 ao 56

  • Eslovenia Leggings

    Cores e estampas divertidas fazem parte do cardápio de opções da marca especializada em leggings nos tamanhos 48 ao 58. "Estilo para nós não é seguir tendências, mas sim vestir bem. Somos a favor da diluição dos padrões atuais de beleza impostos pela sociedade desacordada e das infinitas possibilidades de ser, existir e se vestir", destaca Caroline Malinowski, proprietária da Eslovenia Leggings

  • Deia Fitness

    Pensando nas mulheres que malham, a Deia Fitness fabrica roupas na grade do 42 ao 60 que disfarçam as gordurinhas, não ficam transparentes e são resistentes. "Estamos constantemente fazendo cursos sobre como desenhar uma roupa que crie uma ilusão de ótica de emagrecimento, além de estarmos atentos às opiniões das clientes sobre o que podemos melhorar", confirma Andrea Ferraz, proprietária da marca

  • Upsy

    A proposta da marca é vestir mulheres inspiradas nas décadas de 40 a 60. Atualmente atende aos manequins do número 36 ao 58, mas até o meio do ano ficará focada apenas nos tamanhos acima de 46. "A moda está cada vez mais democrática e vemos hoje uma quebra de tabus, mostrando que cada um pode usar exatamente aquilo que faz bem", comenta Sandra Costa, sócia e designer da Upsy

  • Melinde

    No ramo de confecções desde 1990, a Melinde direcionou-se exclusivamente para o segmento plus size em 2002 com um ar mais senhoril. Em 2008, a marca passou por um processo de reposicionamento para trazer ao público produtos mais joviais e com tendência de moda. Atualmente possui cinco lojas próprias, e-commerce e está presente em diversos pontos de revendas em todo o país, com tamanhos do 42 ao 54

  • Santa Bela

    A Santa Bela comprou a briga das mulheres GG que ansiavam por roupas menos caretas. "As mulheres com curvas acentuadas devem ter sua beleza explorada e merecem se vestir bem", enfatiza Taís Settim, diretora da grife que oferece o range do 44 ao 56. "Buscamos fornecedores que têm a mesma preocupação que nós, que estão antenados nas tendências", acrescenta Fernanda Kitamura, sócia da marca

  • Wee!

    A Malwee desenvolveu a linha Wee! para homens e mulheres que vestem do 44 ao 58, traduzindo as tendências da moda internacional para o perfil brasileiro. "As europeias, por exemplo, não se importantam tanto em usar roupas com alcinhas, enquanto as brasileiras apresentam restrições a peças com essa modelagem", relata Larissa Priscila Girardi Waldrich, diretora de marcas

Veja marcas plus size que investem em looks descolados

  • Flaminga

    É uma multimarcas virtual que oferece produtos para o público feminino que veste do manequim 44 ao 60. O site dispõe de consultoria de estilo e vídeos com dicas de moda que ensinam a escolher o modelo no tamanho ideal. "Temos um formulário em que nossas clientes respondem a algumas questões para descobrir seu tipo físico", diz Cynthia Horowicz, sócia-diretora de planejamento estratégico da marca

  • Program

    Há 20 anos no mercado e com lojas em São Paulo, Curitiba, Salvador e Distrito Federal, a marca apresenta quatro coleções anuais norteadas pelas tendências de moda. "O trabalho de pesquisa para atender a este público é feito em bureaux internacionais e em visita às maiores feiras do mundo", conta Mônica Moraes, estilista da Program, que possui numeração do 44 ao 54

  • Morisco Lingerie

    Fundada em 1932, a marca é pioneira em lingerie no Brasil. "Para os modelos plus size, trabalhamos com os mesmos produtos que temos em linha, com as mesmas informações e tendências de moda, apenas com adaptações de modelagem", relata Gabriela Zaborowsky, diretora de marketing da Morisco, cuja graduação contempla manequins do 40 ao 56

  • Eslovenia Leggings

    Cores e estampas divertidas fazem parte do cardápio de opções da marca especializada em leggings nos tamanhos 48 ao 58. "Estilo para nós não é seguir tendências, mas sim vestir bem. Somos a favor da diluição dos padrões atuais de beleza impostos pela sociedade desacordada e das infinitas possibilidades de ser, existir e se vestir", destaca Caroline Malinowski, proprietária da Eslovenia Leggings

  • Deia Fitness

    Pensando nas mulheres que malham, a Deia Fitness fabrica roupas na grade do 42 ao 60 que disfarçam as gordurinhas, não ficam transparentes e são resistentes. "Estamos constantemente fazendo cursos sobre como desenhar uma roupa que crie uma ilusão de ótica de emagrecimento, além de estarmos atentos às opiniões das clientes sobre o que podemos melhorar", confirma Andrea Ferraz, proprietária da marca

  • Upsy

    A proposta da marca é vestir mulheres inspiradas nas décadas de 40 a 60. Atualmente atende aos manequins do número 36 ao 58, mas até o meio do ano ficará focada apenas nos tamanhos acima de 46. "A moda está cada vez mais democrática e vemos hoje uma quebra de tabus, mostrando que cada um pode usar exatamente aquilo que faz bem", comenta Sandra Costa, sócia e designer da Upsy

  • Melinde

    No ramo de confecções desde 1990, a Melinde direcionou-se exclusivamente para o segmento plus size em 2002 com um ar mais senhoril. Em 2008, a marca passou por um processo de reposicionamento para trazer ao público produtos mais joviais e com tendência de moda. Atualmente possui cinco lojas próprias, e-commerce e está presente em diversos pontos de revendas em todo o país, com tamanhos do 42 ao 54

  • Santa Bela

    A Santa Bela comprou a briga das mulheres GG que ansiavam por roupas menos caretas. "As mulheres com curvas acentuadas devem ter sua beleza explorada e merecem se vestir bem", enfatiza Taís Settim, diretora da grife que oferece o range do 44 ao 56. "Buscamos fornecedores que têm a mesma preocupação que nós, que estão antenados nas tendências", acrescenta Fernanda Kitamura, sócia da marca

  • Wee!

    A Malwee desenvolveu a linha Wee! para homens e mulheres que vestem do 44 ao 58, traduzindo as tendências da moda internacional para o perfil brasileiro. "As europeias, por exemplo, não se importantam tanto em usar roupas com alcinhas, enquanto as brasileiras apresentam restrições a peças com essa modelagem", relata Larissa Priscila Girardi Waldrich, diretora de marcas

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