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Moda praia exibida na SPFW é feita mais para a cidade do que para a areia

Patrícia Colombo

Do UOL, em São Paulo

Quem acompanhou os desfiles de moda praia nesta edição da São Paulo Fashion Week encontrou mais opções para o asfalto do propriamente para a areia. É que ainda que tenham realizado ótimas apresentações, marcas como a Água de Coco, assinada por Liana Thomaz, Tryvia, Lenny Niemeyer, Salinas e Adriana Degreas propuseram conceituadas peças com recortes ousados e tecidos trabalhados que deixariam as mulheres em apuros no que se refere à marquinha do maiô ou biquíni.

Quem começou desfilando foi a Água de Coco no segundo dia de evento. Resgatando a cultura artesanal do Ceará, a grife investiu fortemente na renda e trabalhou bastante com tecidos como lycra, seda pura e linho. Entre os looks, lindos maiôs com longas e volumosas mangas construídas a partir de fios entrelaçados, preferência por tops mais estilizados no lugar de opções tradicionais de partes de cima (como o cortininha, que apareceu pouco) saias longas e vestidos.

Alexandre Schneider/UOL
Coleção de moda praia da Água de Coco para o Verão 2016 imagem: Alexandre Schneider/UOL

Com o predomínio de uma estamparia multicolorida, e ora também geométrica, a Triya seguiu na mesma corrente de não mostrar sua coleção em cima de peças mais óbvias de moda praia comercial. Trabalhando o conceito do poema criado pela própria grife -- "Uma sereia, seus mistérios e encantos. Um surfista e sua paixão pelo mar. Um gostar improvável, que deixa marcas na pele, faz sufocar. Amor impossível, tatuagem no corpo, de fazer se afogar"--, apresentou também itens em nude com estampas que remetem à cultura havaiana, macacões e macaquinhos colados, maiôs com recortes diferenciados, mangas longas em algumas peças e até transparências em vestidos.

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Coleção de moda praia da Triya para o Verão 2016 imagem: Alexandre Schneider/UOL

Lenny Niemeyer, que é mestre em levar a elegância e ar chique para a praia fazendo qualquer mulher se sentir rica com suas peças que traduzem o lifestyle carioca, foi com tudo no resgate das lembranças do glamour de saudosos bailes de Carnaval. Acontece que dos 50 looks do desfile, 21 eram biquínis e maiôs, deixando maior espaço para as "saídas" de praia que podem facilmente ser usadas no dia a dia da cidade. Os longos vestidos estampados com os naipes do baralho surgiram com a leveza e o movimento necessários para o conforto no verão. Crepe, lycra, linho, georgette de seda e algodão texturizado estiveram na cartela de tecidos. 

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Coleção de moda praia de Lenny Niemeyer para o Verão 2016 imagem: Alexandre Schneider/UOL


Ainda que também tenha inserido peças mais tradicionais em sua coleção, como cortininhas e calcinhas de tiras finas nas laterais, a Salinas também investiu em conceitos, com maiôs que podem servir como bodies em looks para o dia. No geral, as partes de baixo vieram em tamanho maior no estilo retrô e o destaque ficou para os biquínis inspirados nas calças de clochard, que apareceram diversas vezes na passarela e cuja modelagem ajuda a dar uma empinada no bumbum. A ideia da marca era a de fazer uma coleção para mulheres que gostam de viajar com simplicidade e elegância.
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Coleção de moda praia da Salinas para o Verão 2016 imagem: Alexandre Schneider/UOL


Verão gótico na moda praia de Adriana Degreas, que sempre inova em recortes e formas de seus maiôs e biquínis --constantemente fugindo dos conceitos populares. Nesta temporada, a estilista apostou forte no preto e deixou as cores para as coleções de outras marcas. Mesmo os looks brancos que surgiram na passarela apareceram de forma dramática, feitos em látex parecendo teias de aranha (esse material surgiu em preto também). Maiôs cavadíssimos e hot pants dominando como parte de baixo dos biquínis foram os destaques. Entre as peças de roupa, blusas com amarrações na cintura, saias de cetim em recorte assimétrico e macacões estruturados.
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Coleção de moda praia Adriana Degreas para o Verão 2016 imagem: Alexandre Schneider/UOL

Top dez biquínis e maiôs mais bizarros da SPFW

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    Colo estampado (Água de Coco)

    Se você usar este biquíni da Água de Coco em um dia de sol, além da marca branca que ganhará no colo, ainda vai levar de brinde uma estampa de pequenos quadrados, devido o desenho do top com tiras entrelaçadas

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    Triângulo hipster (Lenny)

    Os hipsters curtem tatuagens de triângulos e, se você quer ser ainda mais moderna do que eles, que tal fazer uma marca de sol triangular no colo?

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    Buraco negro (Salinas)

    Para tomar sol com este maiô da Salinas, vale a pena usar uma toalha sobre a barriga. Mesmo assim, ficar com metade do corpo de uma cor e a outra metade de outra pode não ser uma estética com muitos adeptos

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    Na grelha (Lenny)

    O maiô da Lenny deve ser evitado em dias de sol, a não ser que você queira se preparar para uma festa fantasia e vá vestida de carne grelhada

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    Ombros brancos (Adriana Degreas)

    Rosto, barriga e pernas bronzeadas. Pescoço, ombros e colo não.

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    Ombros bronzeados (Triya)

    Quem pretende lançar tendência de beleza pode usar este maiô da Triya sem protetor solar e ganhar ombreiras naturais. Além disso, ficará com o colo e os braços todo pintadinhos e a barriga dividida em duas

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    Mosaico no quadril (Água de Coco)

    Em um dia ensolarado, o biquíni da Água de Coco te deixaria com um mosaico estampado no quadril

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    Enfaixada (Triya)

    Ao tomar sol com este maiô da Triya, além de ficar com uma forma oval estampada no busto, também parecerá que foi enfaixada

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    Mil recortes (Triya)

    O modelo da Triya tem calcinha e top grandes, ombro único, recortes vazados e diferentes tamanhos de tela. Já pensou ficar com todas essas marcas?

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    Teia de aranha (Adriana Degreas)

    O UOL Moda elegeou o vestido de teia de aranha da Adriana Degreas o pior modelo para pegar sol. O motivo? Ninguém quer parecer que tem uma teia de aranha no corpo, oras!

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