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Cinco passos para vender roupas pela internet e lucrar um dinheirinho

Reprodução/Enjoei
Peças do site "Enjoei", um dos principais na venda de itens usados de moda na internet imagem: Reprodução/Enjoei

Cecília Leite

Do UOL, em São Paulo

Está cada vez mais fácil vender roupas usadas na internet. Com ajuda das redes sociais e plataformas de comércio eletrônico colaborativas, basta fazer uma publicação simples e aguardar as interessadas entrarem em contato. Mas, na prática, a tarefa nem sempre é tão simples. Para que os itens não “encalhem”, é necessário caprichar no anúncio. Abaixo, veja dicas de como vender bem:

1. Arrase no garimpo
Não adianta tentar esvaziar o guarda-roupa. É preciso bom senso para garimpar o que ainda pode ser usado por outras pessoas. Roupas muito estragadas, por exemplo, não são boas opções de venda. “Faça uma seleção e procure informações para valorizar e deixar a peça com uma história interessante e atrativa”, sugere Dailton Felipini, autor de oito livros sobre comércio eletrônico e negócios, entre eles, “Empreendedorismo na Internet”, de 2010, da editora Brasport.

2. Dê um preço justo
Tenha sempre em mente que um item de segunda mão não tem o mesmo preço do adquirido na loja. Por isso, o interessante é tomar por base o valor pago no momento da primeira compra e avaliar também despesas que terá para enviar pelo correio, por exemplo. “Depois, vale fazer uma reflexão: será que eu compraria esse item pelo preço que estou pedindo?”, sugere Ana Luiza McLaren, criadora do site Enjoei, que reúne vendedoras anônimas e famosas descoladas como a empresária Julia Petit e a maquiadora Vanessa Rozan.

3. Procure fazer boas fotos
Se for usar cabides, dê preferência aos de madeira, que dão mais elegância à produção. Escolha uma boa câmera, tire fotos à luz do dia, sempre com foco e nitidez. Faça fotos em vários ângulos da mesma roupa, inclusive com zoom, para mostrar detalhes. Capriche no fundo da foto, sem perder o foco no produto. “Produções complexas podem desviar a atenção do que realmente interessa. O produto deve aparecer sempre por inteiro na foto, isto é, sem cortes”, ensina a publicitária Carolina Balsin, proprietária do site Café Brechó, que atualmente possui mais de seis mil vendedoras cadastradas e milhares de produtos usados à venda.

“Roupas mais estruturadas funcionam em cabides e as peças fluídas ficam melhor em manequim, para ver o caimento”, ensina Giovanna Belucci, proprietária do brechó Frou Frou, que possui loja física na rua Augusta, em São Paulo, mas investe em anúncios das peças pelo Instagram. “Confesso que a rede social surpreendeu bastante, pois tenho retorno imediato e muitos novos clientes apareceram”, diz Giovanna.

4. Acerte na legenda
A descrição precisa ser clara, sem enrolação e fiel ao produto. “O ideal é colocar marca, tamanho, cor, medidas e o máximo de informações que souber, sem se estender muito. Com isso, haverá um risco menor de não servir ou de a consumidora não gostar”, diz Daniela Carvalho, formada em Administração de Empresas e uma das criadoras do Peguei Bode ao lado da irmã Gabriela. O site da dupla é especializado em roupas de luxo seminovas e ficou famoso por vender itens de blogueiras badaladas como Thássia Naves e Lala Rudge.

“Se o produto apresenta algum defeito, por menor que seja, isso também deve ser claramente descrito para que o comprador tenha conhecimento”, completa Carolina. Para Flipini, apontar falhas no produto não assusta, pelo contrário: “É bom anunciar com o tal defeito, pois isso ajuda a reforçar a confiança entre vendedor e comprador”, diz.

5. Economize no envio
Vale sugerir fazer a troca pessoalmente. Com isso, as partes podem economizar muito, principalmente se moram perto. Combine sempre a troca em um local seguro, como um café próximo de casa ou dentro de uma estação de metrô, por exemplo.

Se não tiver como levar, o ideal é mandar pelo correio e, para facilitar, a postagem deve ser do tipo pagamento na entrega. “O remetente paga os preços postais no momento da postagem e estipula o valor a ser cobrado do destinatário”, indica o site oficial dos Correios. Outra opção é embutir no preço final da peça o valor mínimo necessário para envio. A dica é sempre calcular a opção mais barata disponível. "Nesse caso, também é melhor lembrar de explicar na legenda da peça que o valor cheio inclui as taxas de envio, para que fique tudo esclarecido e que não pareça que algo está custando caro”, diz Dailton Felipini, especialista em comércio eletrônico e negócios.

Na hora de fazer o embrulho, tente reutilizar caixas. A ideia é deixá-las com uma aparência agradável. “Dá para pintar ou enrolar caixas usadas em papel pardo, que é um padrão aceito pelo correio e custa barato”, explica Gabriela. Para finalizar, não economize na educação e impressione. “Tente mandar um recadinho escrito à mão ou uma lembrancinha com o item. O ato, além de gentil, ainda ajuda a fidelizar os clientes”, ensina Carolina Balsin, proprietária do site Café Brechó.
 

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