Moda

Mulher negra diz que foi discriminada em loja de roupas no Rio de Janeiro

Reprodução/Facebook/Magna Domingues
Magna Domingues relatou que funcionária a tratou com deboche e não quis devolver vale imagem: Reprodução/Facebook/Magna Domingues

Natália Eiras

Do UOL, em São Paulo

A professora Magna Domingues relatou, em post  publicado no Facebook no dia 10 de setembro, que foi discriminada pela cor de sua pele em loja da marca Ágatha, do shopping Rio Sul, no Rio de Janeiro (RJ). 

Segundo o texto, que teve mais de 3,4 mil compartilhamentos na rede social, Magna passou no estabelecimento depois de um dia de trabalho para trocar um vale de R$ 700 que havia ganhado. Porém, foi surpreendida pelo atendimento que recebeu. 

"A gerente fez uma ligação e minutos depois volta dizendo que a promoção não existia mais", a professora escreveu. Magna disse, em entrevista ao UOL Mulher, que percebeu que tinha algo de errado quando, constrangida, pediu o documento de volta e a vendedora não quis devolvê-lo. "Ela [a vendedora] supôs que eu não poderia ter um vale daqueles que foi dado a poucas pessoas e inventou essa mentira para que provavelmente eu não voltasse mais ali", acredita ela. 

A professora falou, ainda, que o tom de voz usado pela funcionária não foi dos mais agradáveis. "Tenho certeza que se eu estivesse com uma roupa e bolsa de marca a conduta seria diferente", afirmou Magna, que, após o ocorrido, fez queixa na delegacia e no SAC do shopping Rio Sul. 

No mesmo dia da publicação do post na rede social, a loja Ágatha soltou um comunicado lamentando o ocorrido. "Oficialmente pedimos desculpas pela falta de informação da equipe que não reconheceu os vales apresentados, uma vez que não continham as informações indispensáveis para o processo de validação", diz a nota publicada na página do Facebook da marca. 

 

Lamentamos profundamente o desconforto e constrangimento causados a uma cliente em uma de nossas lojas na noite de terç...

Posted by Ágatha on Quinta, 10 de setembro de 2015

 

"Ela poderia não reconhecer os vales e não aceitar, devolver. Eu resolveria depois se fosse uma questão de informação incompleta", comentou Magna. "Mas o que explica o fato de se sentirem no direito de tomar algo meu e acreditar que eu me calaria?". 

Segundo a assessoria de imprensa da loja Ágatha, um representante já entrou em contato com Magna e lhe ofereceu um novo vale de compra no valor de R$ 1 mil. A funcionária, por sua vez, não recebeu nenhum tipo de punição. 

Mesmo com o contato da marca, Magna decidiu que não vai aceitar o novo vale e vai entrar com uma ação contra a loja. "Não é mais pelos R$ 700. Estou fazendo isso por todas as mulheres". Em relação ao processo judicial, a assessoria de Ágatha não teve nada a declarar. 

Veja o relato completo de Magna Domingues a seguir:

 

Sobre crime e preconceito no cotidianoGanhei um Vale compras no valor de R$700, 00 para gastar na loja de roupas...

Posted by Magna Domingues on Quinta, 10 de setembro de 2015
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